Volume exportado pelas empresas do Vale no primeiro trimestre é o menor em cinco anos

A balança comercial do Vale do Paraíba acumula três meses seguidos com queda nas exportações ante o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre deste ano, as empresas exportadoras da região venderam US$ 1,80 bilhão ao exterior, contra US$ 2,20 bilhões no ano passado, queda de 18%. O volume em dólar exportado de janeiro a março de 2021 é o menor dos últimos cinco anos, segundo dados oficiais do Ministério da Economia.

No primeiro trimestre deste ano, o Vale exportou US$ 1,80 bilhão e importou US$ 1,53 bilhão, gerando um superávit de US$ 274 milhões na balança comercial.

Na comparação com o período de janeiro a março de 2020, as importações subiram 33,6% e o superávit é 74% menor --US$ 1,05 bilhão de saldo positivo no ano passado.

Os resultados apontam que a região ainda sente os impactos da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus, que derrubou os mercados internacionais.

MUNICÍPIOS.

Segunda maior exportadora da região, São José dos Campos vendeu US$ 506,4 milhões de janeiro a março de 2021 e importou US$ 485,6 milhões, gerando um superávit de US$ 20,8 milhões. O montante é 92% mais baixo do que o superávit do primeiro trimestre do ano passado, que foi de US$ 272,9 milhões. Ilhabela ultrapassou São José e exportou US$ 542,2 milhões nos três meses de 2021, ainda assim abaixo (-9%) do montante de 2020, que foi de US$ 597,6 milhões.

Taubaté exportou US$ 150,3 milhões e importou US$ 366,7 milhões, registrando déficit de US$ 216,4 milhões na balança comercial. Jacareí venceu US$ 105,2 milhões, comprou US$ 157,4 milhões e terminou o trimestre com déficit de US$ 52,1 milhões.

Das 10 cidades mais exportadoras do Vale, metade melhorou as vendas em 2021 na comparação: Taubaté (+10,8%), Guaratinguetá (+52%), Caçapava (+13%), Cruzeiro (+5,4%) e Jambeiro (+78%). Outras cidades exportaram menor: São José (-1,4%), Ilhabela (-9%), São Sebastião (-54%) e Jacareí (-26%).

'Perigo da pandemia é uma onda de falências de empresas', diz Carlos Braga

Professor associado da Fundação Dom Cabral e ex-diretor do Banco Mundial, Carlos Braga diz que a pandemia do coronavírus causa um efeito inédito: uma recessão coordenada em todo mundo, com todos os países afetados. Os indicadores em queda na balança comercial do Vale do Paraíba mostram essa amplitude da crise, que afeta o nível de emprego e as relações comerciais. Mas não todo mundo da mesma maneira, lembrou o especialista. "Quem levou a sério a saúde pública já está se recuperando, como a China".

O maior perigo da pandemia, segundo Braga, é uma onda de falências de empresas, que são as mais responsáveis pelos empregos, particularmente as pequenas e médias. "Esse é um quadro negativo e coloca na ponta da discussão política a questão do teto de gastos, da credibilidade do governo"..

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