Brasil

Oposição aposta em ofensiva nas manifestações de rua para forçar pedidos de impeachment contra Bolsonaro

Publicado em 26/06/2021 às 02:00Atualizado há 24/07/2021 às 01:08
Bolsonaro (Divulgação)

Bolsonaro (Divulgação)

As manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro se intensificam por todo o país, principalmente aos finais de semana, como uma estratégia dos partidos de oposição para pressionar um possível pedido de impeachment contra ele.

Aliás, atualmente, Bolsonaro tem 122 pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados, vindos de diversos setores. Alguns estão em análise.

Com o Brasil superando a triste marca dos 500 mil mortos por conta da Covid-19, desde março do ano passado, Bolsonaro é apontado como um dos grandes responsáveis pelo aumento de casos e óbitos, devido aos seus discursos negacionistas e a favor de medicamentos considerados ineficazes pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“A sociedade começou a andar. O povo brasileiro está acordando”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), potencial candidato nas eleições de 2022 para tentar vencer Bolsonaro.

Agora, os partidos de oposição se unem para tentar forçar a saída do presidente do cargo.

Lula, porém, tem evitado participar das manifestações por alegar que não quer criar um clima eleitoral antecipado.

No final de semana anterior, por exemplo, várias manifestações foram realizadas nas principais capitais brasileiras e em muitas cidades do interior, como em São José dos Campos, por exemplo.

OFENSIVA.

Por enquanto, as manifestações de rua estão sendo as principais aliadas da oposição. Historicamente, grandes protestos ajudaram a derrubar presidentes, como Fernando Collor de Mello, em 1992 e Dilma Rousseff, em 2016.

'Não podemos cruzar os braços', diz advogado ligado a grupo de oposição

O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e signatário de um dos mais de 120 pedidos de impeachment na Câmara contra o presidente Jair Bolsonaro, ressalta que alguma coisa precisa ser feita. "É muito grave ver um enorme crime de responsabilidade à nossa frente e cruzar os braços, sem punir quem o cometeu", disse ele, durante esta última semana. Mas, enquanto o impeachment ainda é algo incerto, os partidos já trabalham nos bastidores por uma candidatura forte que possa evitar uma reeleição do atual presidente. "O nosso compromisso, antes de ser com pessoas, com personalidades, com partidos, é com a democracia brasileira. O que tiver melhores condições de derrotar Bolsonaro terá o nosso apoio. Se for Lula, será Lula, se for Ciro, será Ciro, se for outra pessoa, será outra pessoa", disse na última semana o presidente do PSB, Carlos Siqueira..

Siga OVALE nas redes sociais
Copyright © - 2021 - OVALE
Todos os direitos reservados. | Política de Privacidade
Distribuído por:
Desenvolvido por: