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Além da sala de aula: educadores promovem ensino criativo no Vale

Do ensino infantil até a graduação universitária, os gestores do Vale do Paraíba aplicam métodos que vão desde língua de sinais até aplicação de prova livre, indo além do aprendizado convencional em sala de aula

Julia Carvalho @carvalho8123 | @carvalho8123

Em busca de inclusão, propagação de conhecimento e boa convivência em sociedade, educadores e instituições do Vale do Paraíba criaram projetos inovadores na área educacional. Do ensino infantil até a graduação universitária, os gestores aplicam métodos que vão desde língua de sinais até a aplicação de prova livre, indo além do aprendizado em sala de aula. Em São José dos Campos, um grupo de oito professores desenvolve, há dois anos, um trabalho voluntário com reforço de português e matemática para centenas de alunos na escola municipal Maria Aparecida dos Santos Ronconi, na região central da cidade.

"Esse projeto surgiu da nossa vontade de ajudar. Auxiliamos professores em sala de aula e também nos reunimos com grupos de alunos para tirar dúvidas e aprimorar o conhecimento. É sempre gratificante ver o retorno dos alunos, uma conquista enorme para nós", afirmou o professor Paulo Roberto Fernandes, idealizador do projeto.

A mesma unidade escolar tem como missão aceitar e aprender com as diferenças com o projeto 'Escola Bilíngue para Surdos'. A escola, que conta com 780 alunos matriculados, oferece formação pedagógica diferenciada para 24 estudantes com algum grau de surdez.

Neste projeto, os participantes aprendem Libras (Língua Brasileira de Sinais), escrita da língua portuguesa e são acompanhados por professores intérpretes em todas as aulas.

Além dos 13 docentes especializados, a escola conta ainda com duas salas de recurso para a educação especial. Uma delas só para libras. "Pra mim é muito gratificante, é um projeto de vida. Eu vejo a inclusão acontecendo de fato, todos os alunos estão se relacionando de igual para igual", explicou a docente interlocutora Rosemary Ribeiro.

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS.

Na Unifesp em São José, cerca de 60 alunos estão participando de uma disciplina na qual desenvolvem soluções para projetos reais. Diversas empresas estão inseridas no projeto. "Para nossa região, onde temos várias empresas, esse projeto é muito importante, mais do que resolver um problema na disciplina, estamos ajudando a formar profissionais que encontrem soluções reais da sociedade de forma criativa", afirmou o professor Luiz Leduino.

Alunos aprendem a empreender sendo voluntários em cantina em escola de São José

No Instituto Alpha Lumen, uma escola focada na educação especializada em alunos com altas habilidades, a metodologia de ensino diferenciada tem como objetivo principal a formação de lideranças de perfil transformador e com senso de comunidade. A cantina é administrada diariamente com a ajuda de alunos que se candidatam como voluntários. As provas da unidade também são diferenciadas, o aluno tem a liberdade de fazer a prova no jardim, no refeitório ou ao lado do colega, pois os professores se certificam de que não há risco de 'cola'.

"Quando o aluno ingressa no Instituto, ele assina um termo de compromisso afirmando que não vai colar. Aqui, nós prezamos pela liberdade, então os alunos também sabem que esse tipo de atitude só irá prejudicar eles mesmos", afirmou a fundadora, professora Nuricel Aguilera. No instituto há, além das disciplinas curriculares, disciplinas optativas focadas no desenvolvimento de habilidades diversificadas.

Escola bilíngue registra aumento de 79% na quantidade de alunos

Nos últimos três anos, a rede canadense Maple Bear ampliou unidades no Brasil. No Vale do Paraíba, a unidade de Taubaté, que foi inaugurada no segundo semestre de 2015, segue a tendência nacional: aumentou em 79% a quantidade de alunos nos últimos três anos letivos. Por causa disso, a escola teve de ampliar inclusive o espaço físico. Hoje são 113 alunos.

O aluno é imergido no segundo idioma. No Canadá, todos os cidadãos são bilíngues e a metodologia é reconhecida mundialmente.

"Aqui, a criança passa o tempo todo do período imerso em inglês, então ela não aprende o inglês ela aprende em inglês. Apesar disso, seguimos as diretrizes nacionais, ou seja, a criança vai aprender tudo que ela deve aprender, em inglês", disse Cláudia Nascimento, gestora da escola Maple Bear.