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Apneia: é importante acompanhar

De acordo com a OMS, 90% dos portadores não são diagnosticados; quem sofre não consegue descansar adequadamente

Depois de diversas noites mal dormidas é inevitável que sintomas prejudiciais à saúde apareçam. Sonolência excessiva, cansaço, irritação e dificuldade de concentração são algumas das consequências causadas pela má noite de sono. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 45% da população mundial sofre com pelo menos um dos mais de 90 distúrbios do sono, e o mais comum é a apneia obstrutiva do sono. Só no Brasil, dois milhões de brasileiros sofrem, por ano, desta síndrome que provoca ronco e a obstrução da respiração enquanto a pessoa dorme.

Os dados ainda revelam que 90% dos portadores de apneia obstrutiva não são diagnosticados. Segundo o cirurgião Bucomaxilo Claudio Claro, da ClaroClin, em Caçapava, para saber o nível da doença é necessário fazer um exame chamado polissonografia. "O diagnóstico é feito com base no número de vezes que a pessoa para de respirar por alguns segundos durante o sono e na quantidade de oxigenação". Ele ainda explica que isso ocorre por que, além de alguns hábitos predisporem o ronco - sobrepeso, idade avançada, desvio de septo, consumo de álcool e remédios para dormir -, há pessoas que tem deficiência de crescimento da mandíbula. "Os casos de apneia severa são um sério risco para a vida dos pacientes, pois pode ocasionar em morte por parada cardio-respiratória. Dessa forma, a cirurgia ortognática, promove a cura desses pacientes, pois ao avançar a mandíbula e/ou a maxila, promovemos um tracionamento de toda a musculatura da orofaringe, criando espaço para passagem de ar onde havia a obstrução", explica o especialista..