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Janeiro 25, 2019 - 16:55

Ótimo em uma disciplina e muito abaixo em outra. O que fazer?

Matemática

Bloqueio. A matemática é um desafio para muitos estudantes

Foto: /Creativeart/Freepik

Segundo a psicopedagoga Thais Helena Lopes, é fundamental compreender o que da disciplina torna-se difícil para o aluno e as possíveis raízes dessa dificuldade, que podem estar relacionadas a fatores emocionais, sociais ou escolares


É comum que existam alunos com excelente desempenho em algumas matérias e dificuldades em outras. Para explicar a possível discrepância no desempenho acadêmico entre diferentes disciplinas escolares, é importante que a escola tenha condições de entender e avaliar em quais medidas se manifesta a dificuldade.

De acordo com a psicopedagoga Thais Helena Lopes, do Colégio Poliedro, é fundamental compreender o que da disciplina torna-se difícil para o aluno e as possíveis raízes dessa dificuldade, que podem estar relacionadas a fatores emocionais, sociais ou escolares "que comprometam o desenvolvimento e a mobilização das habilidades específicas para a interação com a disciplina e a apropriação de seus conteúdos de forma efetiva".

"O enfrentamento e gerenciamento de qualquer área exige uma apropriação específica de sua linguagem, que pode ser desenvolvida pela interação com os conteúdos, articulada com a consciência das habilidades que esta envolve", explica a especialista. 

Segundo ela, existem algumas habilidades e funções cognitivas essenciais para o entendimento de qualquer disciplina, como a interpretação, a abstração, conceituação, a análise, a elaboração, memória, etc. "Tanto a facilidade como a dificuldade em uma matéria estão relacionadas à forma como se dá o funcionamento dessas funções cognitivas", explica.

Segundo Thais Helena, considerando o exemplo de facilidade em Português e a dificuldade em Matemática, pode-se utilizar como explicação para essa discrepância, por exemplo, a habilidade de interpretação. Em um texto, esse aluno seria capaz de entender a linha de argumentação do autor, reconhecer o gênero, recolher informações importantes e responder perguntas. "No entanto, ao interpretar um problema matemático, esse mesmo aluno pode entender o desdobramento do problema, mas não conseguir expressar por meio da linguagem matemática sua proposta de resolução, o que pode impossibilitá-lo de chegar a uma expressão escrita que lhe seja reconhecida", disse.

COMO RESOLVER.

Segundo ela, como ação, no campo educacional, não é apenas o aluno que deve agir. É nele que se manifestarão os resultados de ação conjunta da escola, da família e do aluno, que lhe confiram autonomia para sanar sua dificuldade. "O aluno deve ser ensinado a reconhecer aspectos que lhe trazem as dificuldades e principalmente as que lhe trazem facilidade, refletindo sobre as ações que toma para transpor os recursos do que tem facilidade para onde tem dificuldade, por meio do entendimento e controle de suas funções cognitivas, que possibilitem que este se aproprie de conceitos das matérias em que há dificuldades", disse..

Para especialista, é possível o aluno ter amplo domínio em todas as área

VARIEDADE. De acordo com a psicopedagoga Thais Helena Lopes, é possível que um determinado aluno tenha amplo domínio de todas as matérias, embora não seja uma regra.

"É uma possibilidade e uma realidade objetiva que existam (e existem) alunos capazes de mobilizar competências e habilidades para enfrentar, compreender e se apropriar dos conceitos e conteúdos de todas as matérias. É normalmente o desejo do aluno, da família e das instituições escolares", disse. Nesse caso, segundo ela, pode-se atribuir que o aluno "bom em tudo" tenha sido capaz de, por meio dos conteúdos escolares, desenvolver seus recursos cognitivos que favoreçam o seu aprendizado e a ele foram ensinadas formas de gerenciar esses conteúdos, permitindo o desenvolvimento de suas funções e formas de apropriação.

"O perfil desses alunos normalmente envolve uma prática sistemática e autoral de estudos regulares e a consciência dos processos e procedimentos que este utiliza para aprender, que quando reconhecidos, podem ser aplicados, possibilitando que este aluno seja ativo em seu processo de aprendizagem e um bom controlador de suas funções cognitivas", disse.

"Defendo ainda que qualquer dificuldade deve ser entendida como sintomas e não como algo pertencente ao aluno, para que possam ser tratadas como aspecto possível de ser modificado, mediante a adoção de medidas adequadas", disse..

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