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Brasil
Outubro 31, 2018 - 21:23

General Heleno defende uso de atiradores de elite para combater criminosos

Atiradores de elite

Combate ao crime. Atiradores de elite durante treinamento

Foto: /Alberto Maraux/Ascom SSP

Futuro ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro apoia a proposta polêmica do governador eleito do Rio, Wilson Witzel e vê semelhança com ação de engajamento no Haiti

Paula LaboissièreAgência Brasil

O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro (PSL), apoiou nesta quarta-feira a polêmica proposta do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de usar atiradores de elite para conter criminosos que portem armamentos de uso restrito. O general da reserva disse que já fez uso da mesma "regra de engajamento", no linguajar militar, enquanto atuava no Haiti e que não se trata de uma autorização para matar de forma indiscriminada. As declarações foram feitas nesta quarta-feira em entrevista exclusiva à Rádio Nacional.

"Minha regra de engajamento no Haiti era muito parecida com essa que o futuro governador colocou. É óbvio que muita gente faz uma distorção nisso e acaba dizendo que é uma autorização para matar. É uma reação necessária à exibição ostensiva que tem sido feita no Rio de Janeiro de armas de guerra nas mãos, muitas vezes, de jovens", disse.

O militar lembrou que esses fuzis, normalmente, são empregados em ações que resultam em mortes de inocentes e de policiais envolvidos em confrontos e defendeu a retomada do respeito pelas forças legais. "Não é uma autorização para matar indiscriminadamente. Precisa ter um critério muito bem consolidado. Precisa haver um treinamento bem feito das tropas para que isso seja respeitado. Tivemos essa regra no Haiti durante mais de dez anos e não há casos de execuções indiscriminadas", afirmou.

O general da reserva disse ainda que é preciso esquecer o que chamou de "confrontos de campanha" e trabalhar pela reconstrução do país. O militar se referiu ao momento como uma oportunidade para exortar brasileiros a um novo período "de tolerância, de conciliação e de busca do bem comum"..

 

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