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Setembro 27, 2018 - 22:27

Abbas diz que decisão de Trump atrapalha paz no Oriente Médio

Abbas

Discurso. O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, na ONU

Foto: /Divulgação

Presidente da Autoridade Nacional Palestina pediu ao mundo que repudie a lei 'Estado-nação' aprovada em Israel, qualificando-a de 'racista', e acusou os Estados Unidos de serem contra o processo de paz

Da Agência [email protected]

Em um discurso duro e direto, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta quinta-feira, na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas, que as ações de Trump representam uma "ameaça" para a causa palestina e são uma "violação" das resoluções da ONU. Abbas pediu ao mundo que repudie a lei "Estado-nação" aprovada em Israel, qualificando-a de "racista", e acusou os EUA de serem contra o processo de paz com as decisões tomadas pelo governo Trump.

Segundo Abbas, os palestinos estavam "ansiosos" diante da ideia de Trump de lançar uma nova iniciativa para a paz, mas as ações da Casa Branca os deixaram "mudos".

Para o presidente da Autoridade Palestina, medidas como o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel "contradizem" o papel e o compromisso dos EUA com a paz. A partir desta iniciativa, ele disse que os Estados Unidos não podem mais ser o único mediador no conflito, dada sua parcialidade a favor dos israelenses, embora tenha se mostrado aberto à continuidade das discussões como membro do Quarteto para a Paz.

Abbas discursou na Assembleia da ONU depois de Trump afirmar nesta semana que "gosta de uma opção de dois Estados" para Israel e Palestina - seu primeiro sinal de apoio a esta solução para o conflito e que é apoiada pelas Nações Unidas. Trump mencionou rapidamente essa ideia, e em seguida abriu novamente as portas para uma opção de um só Estado, ressaltando que as duas possibilidades continuam sobre a mesa.

Abbas afirmou que os palestinos estão comprometidos com a solução de dois Estados e abertos ao diálogo. Além disso, ele pediu aos EUA que desistam de suas recentes decisões, incluindo os cortes nas ajudas que oferecem à população palestina..

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