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Brasil
Setembro 27, 2018 - 22:28

Goldfajn diz que crescem riscos para inflação no país

Ilan Goldfajn

Análise. O presidente do Banco Central brasileiro, Ilan Goldfajn

Foto: /Beto Nociti/BCB

Segundo o presidente do Banco Central, a taxa básica de juros (Selic) pode voltar a subir gradualmente no Brasil caso haja piora nas expectativas para a inflação

Kelly OliveiraAgência Brasil

A política monetária deve continuar a ser estimuladora para a economia, mas a taxa básica de juros (Selic) pode voltar a subir gradualmente caso haja piora nas expectativas para a inflação. A avaliação foi feita nesta quinta-feira pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao apresentar o Relatório de Inflação.

"Temos compromisso com inflação na meta e, portanto, alertamos que esse estímulo [Selic no menor nível histórico, 6,5% ao ano] começará ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e seu balanço de riscos apresentem piora", afirmou.

Ao definir a taxa Selic, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano e 4,25%, em 2019, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Quando o BC reduz os juros, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Segundo Goldfajn, há três riscos para a inflação considerados relevantes. Um deles é a capacidade ociosa da economia brasileira, que pode reduzir a inflação. "Temos a capacidade ociosa que pode nos surpreender e levar a inflação a ficar mais baixa. Mas em compensação, temos dois riscos que estão crescendo. Um deles é o risco de frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira e o outro é o cenário internacional mais incerto, especialmente para economias emergentes", disse. Esses dois riscos podem elevar a inflação.

 

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