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Agosto 29, 2018 - 23:16

Segundo a ONU,4 mi de crianças estão fora da escola

Refugiados

Refugiados. Mais de 4 milhões de crianças estão fora da escola

Foto: /Lars Oberhaus

Apesar dos esforços, a matrícula de crianças refugiadas na escola não consegue acompanhar o ritmo do aumento da população refugiada

Das agê[email protected]

Aproximadamente quatro milhões de crianças refugiadas no mundo não frequentam a escola, o que representa meio milhão a mais de menores de idade sem acesso à educação em apenas um ano, denunciou nesta quarta-feira (29), em Genebra, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em um novo relatório.

O estudo "Inversão da tendência: Educação dos Refugiados em Crise" publicado nesta quarta-feira revela que, apesar dos esforços dos governos, do Acnur e organizações parceiras, a matrícula de crianças refugiadas na escola não consegue acompanhar o ritmo do aumento da população refugiada. No final de 2017, havia mais de 25,4 mi de pessoas refugiadas no mundo, 19,9 mi das quais estavam sob a tutela do Acnur.

Mais da metade desta população era formada por crianças, 7,4 milhões delas em idade escolar, indicou o relatório. No entanto, apenas 61% das crianças refugiadas frequentam o ensino fundamental, em comparação com uma taxa de matrícula global de 92%.

À medida que as crianças crescem, esta lacuna se aprofunda, já que quase dois terços que vão à escola primária não conseguem se matricular no ensino médio. Apenas 23% delas vão a um instituto de educação do ensino médio, em comparação com uma taxa mundial de 84%, explica o relatório.

Já no ensino superior, essa lacuna se transforma em um abismo, indica a organização da ONU (Organização das Nações Unidas). A taxa global de matrículas em instituições de ensino superior é de 37%, enquanto apenas 1% dos refugiados tem acesso às mesmas oportunidades de educação, um dado que não mudou nos últimos três anos.

A educação é um meio para ajudar as crianças a curar, mas também é essencial para a reconstrução do seu país", afirmou em comunicado o alto comissário da ONU para os refugiados, o italiano Filippo Grandi. "Sem educação, o futuro desses meninos e meninas e suas comunidades será irremediavelmente prejudicado", acrescentou.

O relatório destaca progressos realizados no que diz respeito aos compromissos assumidos pelos países na Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes para matricular na escola, em 2017, 500 mil crianças que antes não tinham acesso à educação. Mas ao mesmo tempo pede que se faça mais para garantir que todos os refugiados tenham a educação de qualidade que merecem..

 

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