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Maio 05, 2018 - 00:56

'Caso Marco Aurélio' segue um enigma após três décadas

Marco Aurélio

Escoteiro. Marco Aurélio se separou do grupo de escoteiros por uma decisão do líder e desapareceu

Foto: Divulgação

Local em Piquete foi cenário de seu primeiro desaparecimento em 1985. Ivo Simon, pai de Marco Aurélio, relembra o caso que se tornou um dos maiores mistérios brasileiros

Thais [email protected]_thaisperez

Atualizado às 19h13

A sensação de ficar acima das nuvens é irresistível. Muitas pessoas são atraídas pelo desejo aventureiro de estar um pouco mais perto do céu, mas esse sonho pode se transformar em um pesadelo em poucos minutos. O Pico do Marins, em Piquete, fica 2420,7 metros acima do nível do mar e atraí diversos turistas que estão dispostos a desbravar o frio, o cansaço e as câimbras.

Em 1985, Marco Aurélio, de 15 anos, se perdeu no Pico do Marins durante uma expedição com seu grupo de escoteiros. Depois que um colega se machucou, ele foi escolhido para se separar da equipe e buscar socorro. Ele nunca mais retornou.

TEORIAS.

O desaparecimento de Marco Aurélio mobilizou buscas intensas e uma investigação que permanece sem conclusão. Diversas teorias foram criadas ao longo do tempo: abdução por alienígenas, assassinato; mas nenhum fio de cabelo de Marco Aurélio foi encontrado até hoje. Para Ivo Simon, pai do menino, que hoje teria 48 anos, existem apenas duas possibilidades: de Marco estar vivo ou morto. Para Ivo, é melhor acreditar que o filho ainda esteja com vida.

"Consultamos até mesmo o médium Chico Xavier, mas ele disse que só podia se comunicar com quem é desencarnado", afirma o pai. Durante os 33 anos do desaparecimento, Ivo recebeu diversos "alarmes falsos" de pessoas que se diziam ser Marco Aurélio.

Para ele, o ensinamento que a história deixa é de que não se deve subestimar o Pico do Marins. "Ninguém deve subir o pico sem um guia".

Depois do desaparecimento do francês Eric Welterin, que desapareceu na montanha no dia 17 de abril deste ano e foi encontrado neste sábado (5), Ivo Simon foi até o Pico do Marins para agradecer o Corpo de Bombeiros pelo empenho nas buscas. "Tudo o que eu vivi está acontecendo de novo. É traumático voltar ao Pico do Marins, apesar de eu demonstrar tranquilidade. É aterrador se imaginar sozinho naquele lugar", afirmou o pai de Marco Aurélio. Ele descreve o Pico do Marins como escuro, ameno e cheio de mistérios. A história do escoteiro desaparecido vai virar um filme, que será lançado por uma produtora daqui há dois anos..

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