Nossa Região

'Pacotão' de Temer para a RMVale tem um terço das obras em atraso

Em novembro do ano passado, o governo Temer lançou programa para retomar obras paralisadas no país, com 39 no Vale do Paraíba; destas, 12 estão atrasadas ou não serão entregues no novo prazo, que vence em dezembro

Xandu Alves@xandualves10
31/03/2018 às 07:43.
Atualizado em 08/07/2021 às 23:51
HABITAÇÃO. 
Municípios da região vão receber 329 novas unidades habitacionais do Nossa Casa, da Secretaria de Estado de Habitação. Os municípios contemplados são Guaratinguetá, com 78 unidades, Natividade da Serra, com 16, Paraibuna, com 48 e Potim, com 187. (Divulgação)

HABITAÇÃO. Municípios da região vão receber 329 novas unidades habitacionais do Nossa Casa, da Secretaria de Estado de Habitação. Os municípios contemplados são Guaratinguetá, com 78 unidades, Natividade da Serra, com 16, Paraibuna, com 48 e Potim, com 187. (Divulgação)

De um total de 39 obras retomadas pelo governo do presidente Michel Temer (MDB) na RMVale, apenas 12 foram concluídas, segundo registro oficial do 'Programa Avançar', lançado em novembro do ano passado para concluir obras inacabadas no país.

De 27 obras em andamento, 12 estão em atraso ou não serão entregues dentro do prazo (uma ainda sequer começou). Já outras 15 estão dentro do cronograma, mas com risco de não ficarem prontas no tempo estipulado pelo governo.

No total, as 39 obras na região exigem investimentos de R$ 427 milhões. Elas estão espalhadas por 13 cidades.

ATRASO.

Aparecida tem uma das obras mais atrasadas do pacote.

Trata-se da construção de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), por investimento de R$ 3,1 milhões, com prazo de entrega já vencido, em 23 de março deste ano. Nesta sexta-feira, a obra estava com 58% do seu andamento.

Também estão em atraso a construção de moradias, quadra de escola e creche em Cruzeiro, de um Centro Especializado em Reabilitação em Lorena, de casas em Pindamonhangaba, projetos de urbanismo em São Luís do Paraitinga, serviço de radioterapia em Taubaté (que ainda nem começou), creche e quadra em Tremembé e quadra poliesportiva em Ubatuba.

PRAZOS.

O cronograma original das obras, que começaram a partir de janeiro de 2013, previa a entrega até o final do ano passado. Porém, problemas como abandono de empreiteira, atraso na licitação e outros acabaram provocando a paralisação dos serviços.

Para incluir essas obras inacabadas no programa federal, o governo dilatou o prazo de execução para até dezembro de 2018.

"Prosseguir nas obras que estão paralisadas tem em vista o que o governo quer, que é gerar empregos. Estas obras terão como critério a transparência", disse Temer, candidato a reeleição, quando o programa foi lançado.

PERFIL.

O programa federal prevê a conclusão de obras de saneamento, creches, unidades de saúde, quadras, loteamentos residenciais do Minha Casa, Minha Vida e requalificação de vias.

Na região, Jacareí receberá o maior volume de investimentos, com R$ 184 milhões para duas obras, uma delas de saneamento.

São José recebeu R$ 45,1 milhões para quatro obras (todas concluídas) e Taubaté, R$ 26,8 milhões em três obras (uma delas já pronta).

PAC acumula R$ 1,4 bilhão em 88 obras no Vale e 39 delas estão em andamento

No âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), ligado ao Ministério do Planejamento, o Vale do Paraíba contabiliza R$ 1,4 bilhão em 88 obras, das quais 38 (43,18%) foram concluídas até o final do ano passado.

Outras 39 (44,31%) estão em execução, seis na fase de licitação, quatro em preparação para o processo licitatório e uma está na execução do projeto. Ao menos seis dessas obras estavam paralisadas e foram retomadas a partir do final de 2016. Três delas ainda não estão concluídas: prevenção em áreas de risco em São José (R$ 7,5 milhões) e urbanização de assentamentos em Campos do Jordão (R$ 5,1 milhões) e São Sebastião (R$ 2,2 milhões). Entre as obras na região, há construção e ampliação de unidades de saúde, saneamento, creches e pré-escolas, quadras e requalificação urbana.

Uma das mais caras é o BRT (Transporte Rápido por Ônibus) de São José, com R$ 842,1 milhões. O projeto surgiu no governo Carlinhos Almeida e pode ser abandonado caso o governo federal não aceita mudanças propostas pela atual prefeitura..

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