Ideias

o governo natimorto

Nova denúncia contra Michel Temer deve sepultar de vez o governo que nasceu morto e o seu devaneio de reeleição

30/03/2018 às 21:22.
Atualizado em 08/07/2021 às 23:52

Renascimento. Após a queda da presidente Dilma Rousseff (PT), alvo do processo de impeachment comandado na Câmara dos Deputados pela nefasta e pusilânime figura de Eduardo Cunha, o ex-comandante da Casa que hoje ocupa o cargo de presidiário, a ala política liderada pelo emedebista Michel Temer vendeu a ideia de que o Brasil, depois de um doloroso processo de depuração, estava diante de um recomeço político. E houve quem acreditasse. Ledo engano. Desde o início de seu governo, o novo presidente deixou claro que levaria a cabo a estratégia de 'estancar a sangria', indicando para seu ministério pelo menos 15 nomes citados ou investigados na Operação Lava Jato -- garantindo a eles, portanto, foro privilegiado diante das acusações graves de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

São todos os homens do presidente, o primeiro em nossa história a ser acusado criminalmente durante o exercício do mandato. E quem são esses homens?

Entre eles está, por exemplo, o famigerado Geddel Vieira Lima, o ex-ministro-chefe da Secretaria de governo que foi preso após os agentes da Polícia Federal flagrarem cerca de R$ 51 milhões (em espécie) em apartamento ligado a ele. Em geral, assim como é o caso de Geddel, outros homens do presidente, escalados para a reconstrução do país, são velhos conhecidos do mundo político.

Como se esquecer do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer flagrado com uma mala de dinheiro? É, a propina que, segundo a delação da JBS, seria destinada exatamente para ocupante do Palácio do Jaburu. Que amigos, não?

Eliseu Padilha, Carlos Marun, Blairo Maggi, José Sarney, Aécio Neves e Romero Jucá são alguns dos nomes que integram a equipe que dá suporte a Temer, já denunciado duas vezes pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento em crimes graves.

As denúncias, porém, acabaram barradas por um Congresso que, em troca de bilhões de reais em emendas, é 'parceiro' do Planalto. E a terceira denúncia?

Ao que tudo indica, com a prisão esta semana de dois amigos próximos do presidente, durante a Operação Skala, a terceira denúncia contra Temer, a respeito de um esquema de corrupção no setor portuário, já está no forno.

A ação, que atinge mortalmente o devaneio de reeleição alimentado pelo Planalto, mostra mais uma vez que não é possível esperar pelo renascimento do Brasil com um governo natimorto, que não ressurgirá após a terceira denúncia. Quando se observa os que cercam o poder, fica claro: o cerco contra Temer se fecha..

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