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Fevereiro 27, 2018 - 01:43

Para evitar colapso, Estado planeja criar novo sistema de transportes

Estradas

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Foto: Rogério Marques

Conurbação entre capital e regiões metropolitanas do Vale do Paraíba, Baixada Santista, Sorocaba e Campinas criará desafios no transporte de passageiros e cargas; meta do governo é de que novo sistema tenha mais trens

Xandu [email protected]

O governo estadual vai contratar um novo projeto de mobilidade para a Macrometrópole Paulista, que congrega a capital e as regiões metropolitanas do Vale do Paraíba (mais a conexão com São Sebastião), Campinas, Sorocaba e Baixada Santista.

A meta é implantar um novo sistema de transportes para passageiros e cargas, incluindo a mobilidade futura das pessoas e o fluxo de produtos.

Um dos principais projetos do novo plano é o Trem Intercidades, que irá interligar o Vale do Paraíba às principais regiões metropolitanas de São Paulo, tendo como ponto de conexão entre elas a capital paulista.

Segundo o governo estadual, o prazo para conclusão dos estudos é de 20 meses. Mas nos primeiros 90 dias já estarão disponíveis os estudos necessários à implantação do Trem Intercidades na rota São Paulo-Americana, a primeira a ser construída.

"Tais estudos têm como principal objetivo demonstrar tecnicamente a possibilidade do compartilhamento das vias férreas atualmente existentes entre transporte de cargas (federal) e de passageiros (estadual)", informou o governo.

Os estudos serão conduzidos pelo Consórcio Pró-TL, formado por cinco empresas lideradas pela DB Internacional Brasil Ltda., subsidiária do grupo Deutsche Bahn, maior companhia operadora de ferrovias da Europa.

Vencida pelo Pró-TL, a licitação internacional atraiu 22 consórcios, totalizando 46 empresas participantes. O investimento total será de R$ 20,8 milhões.

As principais metas do novo sistema são desafogar as rodovias, aumentar o uso da ferrovia e atender a demanda de transporte de passageiros e cargas por 50 anos.

Rodovias da Macrometrópole não suportarão mais a demanda

O novo sistema de mobilidade da Macrometrópole Paulista quer evitar o colapso no sistema rodoviário, cujas projeções indicam "sério agravamento" pelas demandas de tráfego a partir de 2030. "A circulação de pessoas e cargas é altamente dependente do sistema rodoviário. Contudo, o entroncamento das rodovias com as tramas urbanas se dá em vias próximas da saturação", informou o governo.

A frota de veículos na RMVale cresceu 94,82% em 10 anos, de 702,8 mil em 2006 para 1,3 milhões em 2016. Em média, nesse período, a região ganhou 66 mil veículos por ano..

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