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Janeiro 26, 2018 - 23:51

Novas formas de pensar, agir e educar: por bem mais atividades práticas

Modernidade. Alunos do Colégio Objetivo Aquarius, em São José dos Campos, utilizam o tablet na sala de aula

Modernidade. Alunos do Colégio Objetivo Aquarius, em São José dos Campos, utilizam o tablet na sala de aula

Foto: /Divulgação

De posse de outros resultados da pesquisa, o Colégio Objetivo Aquarius investiga como funcionam instituições de outros países para oferecer uma escola que esteja adequada aos novos tempos


São José dos Campos

Uma pesquisa realizada pelo site www.porvir.org, que é integrante do Programa Instituto Inspirare, reuniu 135 mil jovens, de perfis distintos e das cinco regiões do País. Como um dos resultados apresentados, o Ensino Híbrido foi uma possibilidade apontada.

O levantamento revelou como os alunos gostariam de aprender: 36% querem realizar atividades práticas ou resolução de problemas e 27% desejam usar tecnologia. "Aprender é um processo ativo e progressivo. Nas metodologias ativas de aprendizagem, buscamos trazer os conteúdos a partir das experiências e interesses prévios dos alunos. Por isso, investimos no Ensino Híbrido.

Trata-se de uma metodologia ativa de aprendizagem, na qual um aluno estuda e absorve conteúdos, pelo menos em parte, por meio de instrumentos pedagógicos on-line, com algum controle do professor, que verifica se o estudante acessou o conteúdo e fez as avaliações relativas ao aprendizado on-line. Uma segunda parte do aprendizado acontece dentro da sala de aula", afirma Moisés Elias Júnior, Coordenador de Projetos Pedagógicos do Colégio Objetivo Aquarius.

 "O interessante é concentrar, no ambiente virtual, aquilo que é informação básica e deixar para a sala de aula as atividades mais criativas e supervisionadas. É o que se chama de aula invertida ou Flipped Classroom. Hoje, o aluno, quando vai estudar ou buscar uma informação, vai no Youtube, Google ou outra plataforma. É só buscar. Se o tema estudado é Economia da América Latina, por exemplo, existem milhares de vídeos versando sobre o  assunto, e das mais diversas maneiras. O professor não é mais o dono do conhecimento, ele é seu facilitador e orientador", disse.

Moisés Junior conta como ocorreria a implementação dessa metodologia. "Vamos voltar ao tema economia da América Latina. Vamos imaginar que seja uma aula do material didático, esse tema. Avisaríamos previamente aos alunos que eles deverão assistir um vídeo, indicado pelo professor, ou outro instrumento pedagógico como um artigo, um texto, e trazer suas impressões para aula seguinte", afirmou.

Segundo ele, uma série de perguntas feitas online aos alunos também pode ser uma medida bastante válida para testar se o estudante conseguiu aprender o conteúdo de forma adequada.

"Vale colocar um questionário, via internet, com quatro ou cinco perguntas sobre o tema, para avaliarmos previamente a absorção do conteúdo e termos um diagnóstico prévio do aprendizado. Através desse diagnóstico, podemos planejar a aula, dividindo os alunos em grupos, com diferentes configurações", disse.

"Na aula propriamente dita, de Economia da América Latina, com os grupos formados, poderíamos debater o tema, como sempre fazemos nas aulas, e aplicar a avaliação, sendo a confecção dos exercícios do caderno pelo grupo. Assim é uma aula invertida. Outra coisa importante é que muitos professores, que antes tinham aversão à tecnologia, estão hoje empenhados em aprender", ressalta.

HABILIDADES.

De posse de outros resultados da pesquisa, o Colégio Objetivo foi além, investigando como funcionam instituições de outros países, tudo para oferecer uma escola que esteja adequada aos novos tempos. Então, surgiu a proposta do Programa Habilidades Socioemocionais.

"No momento que observamos que no cenário educacional brasileiro, as Habilidades Socioemocionais, a chamadas não-cognitivas não eram trabalhadas, sentimos que precisávamos impulsionar essa proposta no Colégio", ressalta Moisés Elias Júnior..

Alunos rejeitam aulas expositivas e preferem contato com a tecnologia

Dados. Ainda. sobre a Pesquisa do Porvir, os alunos revelam nos depoimentos que não querem mais aulas expositivas (os depoimentos podem ser vistos por meio do link www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=GJpH_8NfTaQ [2]).

"Não podemos decretar o fim da aula expositiva, temos que mesclar métodos, maneiras, tecnologias, dependendo de cada situação educativa. No Objetivo Aquarius, propomos que cada disciplina eleja uma 'Atividade de Enriquecimento', paralela às aulas. Ela é dotada de um tema interessante, multifacetado, que possua uma situação-problema a ser resolvida pelos alunos, através de propostas e que promovam a produção científica e cultural dos educandos. Não pretende-se atribuir 'notas' a essa atividade. O que se pretende é que a atividade seja tão estimulante, original e real, que os alunos engajem-se na sua solução", afirmou Moisés Elias Júnior, Coordenador de Projetos Pedagógicos do Colégio Objetivo

Moisés destaca que, no 9º ano do Ensino Fundamental, um dos livros apresentados aos alunos é Ilíada, de Homero. "Pode-se propor como projeto a teatralização desse livro, em diálogo com as aulas de Teatro. O projeto culminaria com a exposição da Peça Teatral Ilíada, de Homero, podendo ser abordada com uma ótica mais contemporânea, trazendo a literatura para os tempos atuais. E daí, surgir uma apresentação teatral no pátio da escola, aberta ao público. Por que não? A escola precisa olhar o seu entorno, onde está inserida", conclui Moisés Elias Jr..

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