São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Nossa Região
Janeiro 17, 2018 - 12:13

Morte por suspeita de febre amarela é investigada em São José

Fila da vacinação

Procura.Moradores lotaram a UBS do bairro Bosque dos Eucaliptos em busca da vacina contra a febre amarela

Foto: Rogério Marques/ OVALE

De acordo com família da vítima, morador do bairro Jardim Imperial pegou a doença em Mairiporã, na Grande São Paulo, onde passou festas de fim de ano

Danilo Alvim @jornalovale
São José dos Campos

A Vigilância Epidemiológica de São José dos Campos investiga a primeira morte por suspeita de febre amarela na cidade em 2018. Trata-se do morador do bairro Jardim Imperial, na zona sul, Marconio João de Barros, de 28 anos. Se confirmado, este será o primeiro caso da doença na cidade, mesmo que tenha sido contraída em outro município.

De acordo com a família, Marconio pegou a doença em Mairiporã, na Grande São Paulo, onde foi passar réveillon com amigos e familiares. A cidade é considerada área de alto risco com seis mortes já confirmadas -- a prefeitura decretou estado de calamidade na saúde. Em Mairiporã, há 34 casos sendo investigados, segundo a Secretaria Estadual de Saúde

Ao voltar para São José no último dia 2, Marconio começou a apresentar sintomas da doença e foi internado no hospital da Vila Industrial na segunda-feira, 8, já em estado grave. Ele morreu na última quarta-feira, e o enterro aconteceu no dia seguinte, no cemitério municipal Colônia do Paraíso.

Nascido no interior de Pernambuco, Marconio morava há cerca de 12 anos em São José dos Campos. Ele trabalhava como gesseiro em obras particulares na cidade, uma delas em um imóvel do bairro Urbanova, na zona oeste. 

A Prefeitura de São José dos Campos confirmou as investigações, em nota. "Como o paciente esteve em uma chácara em Mairiporã, local onde há circulação do vírus da febre amarela silvestre, o caso está sendo investigado como suspeita da doença".

Mesmo com a suspeita, medidas de contenção foram executadas pela Prefeitura. "O Centro de Controle de Zoonoses realizou serviços de nebulização da casa do paciente e toda a área ao entorno, num raio de 200 metros (9 quarteirões). O mesmo procedimento foi realizado em todas as dependências do cemitério Colônia Paraíso, onde ele foi velado, no dia do seu sepultamento", informou a administração municipal.

A equipe do CCZ retornou à residência para rescaldo de bloqueio e controle de criadouros do mosquito, fazendo uma nova varredura.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO