Ideias

É PRECISO COBRAR O CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS

Julio CodazziEditor-executivo dos jornais OVALE e Gazeta de TaubatéPublicado em 14/07/2017 às 23:41Atualizado há 08/07/2021 às 17:29

Os jornais OVALE e Gazeta de Taubaté divulgaram esse mês o primeiro balanço da edição 2017-2020 do 'Promessômetro', ferramenta criada para acompanhar a execução das promessas de campanha dos prefeitos das duas maiores cidades da região.

Em seis meses de mandato, Felicio Ramuth (PSDB) cumpriu integralmente 19% do que prometeu aos joseenses. Já Ortiz Junior (PSDB) concretizou 3,6% dos compromissos firmados com os taubateanos.

Disponível nos sites dos dois jornais, a ferramenta será atualizada sempre que houver novidade em relação a alguma promessa.

O 'Promessômetro' surgiu em 2013. Ironicamente, a ideia partiu de uma promessa não cumprida. Na eleição de 2012, Ortiz havia dito que manteria um site com todos os compromissos de campanha, para que o taubateano pudesse acompanhar a execução de seu governo. A página não durou seis meses no ar. Foi suspensa após os primeiros sinais de que nem tudo o que havia sido dito seria levado a sério.

A partir daí, a Gazeta de Taubaté decidiu criar essa ferramenta, que posteriormente foi implantada também por OVALE. O 'Promessômetro' mostrou, por exemplo, que Ortiz encerrou seu primeiro mandato com 15% de promessas integralmente cumpridas. Carlinhos Almeida (PT), que acabou não reeleito em São José, atingiu 41%. Ou seja, nenhum deles fez nem a metade do que havia prometido.

Culturalmente, políticos prometem qualquer coisa para ganhar uma eleição. Quando vencem, ficam com a falsa sensação de que a população lhes deu um cheque em branco, e que pelos próximos quatro anos eles poderão fazer o que lhes der na telha.

Também culturalmente, e infelizmente, o eleitor em geral não tem o costume de cobrar o eleito. Acha que, se ele não cumprir o que foi prometido, tudo bem. Afinal, todos são assim, todos são iguais.

Com o 'Promessômetro', O VALE e a Gazeta de Taubaté cumprem suas missões de informar e de fiscalizar o gasto público. Mas a força principal vem dos eleitores. Se a cobrança for feita, poderemos chegar a 2020 com índices maiores, e cidades melhores.

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