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Ideias
Julho 14, 2017 - 23:31

o Tamanho do rombo

Após seis meses, governo Felicio Ramuth (PSDB) muda discurso e altera o valor da dívida anunciado em janeiro


São José dos Campos, 6 de janeiro de 2017. Sentados à mesa, no 7º andar do Paço Municipal, estavam os secretários Anderson Farias Ferreira, José de Mello Corrêa e Melissa Pulice. O presidente da Câmara, Juvenil Silvério (PSDB), completava a tropa governista, reunida para a coletiva que anunciaria o rombo financeiro deixado pelo ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT).

Até o mais desinformado sabia que a situação da prefeitura era péssima. A gestão anterior havia deixado de pagar fornecedores e enfrentava forte desgaste junto à população. A situação se agravara ainda mais depois da eleição, vencida por Felicio Ramuth (PSDB) em primeiro turno.

Foi neste contexto que José de Mello Corrêa anunciou o tamanho do rombo: R$ 306 milhões. O espanto foi geral. O discurso, dali em diante, passou a ser justificativa para redução de investimentos em várias áreas. Cultura e esportes foram afetados de maneira mais aguda pela tesoura.

Para chegar a R$ 306 milhões, o governo incluiu a dívida do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal) e pagamentos por serviços não realizados e que poderiam ser suspensos imediatamente.

Seis meses depois...

São José dos Campos, 13 de julho de 2017. Sentado à frente do microfone de rádio, José de Mello Corrêa anuncia que o governo pagará toda a dívida herdada da gestão anterior até o fim deste mês.

Quer dizer que os R$ 306 milhões foram pagos?

Nada disso. Mello sustenta agora que a dívida era de R$ 184 milhões em janeiro. Excluiu dessa conta o déficit do IPSM. Motivo: o atual governo, além de não pagar a dívida deixada no Instituto, ainda ampliou esse saldo negativo.

Como se não bastasse, Mello ainda assumiu que havia cancelado os serviços não prestados à Prefeitura de São José.

A cidade, que não tinha acesso aos números e relatórios do governo, confiou no discurso do grupo eleito para suceder os petistas, responsáveis por uma gestão cheia de falhas entre 2013 e 2016.

Agora, entretanto, começa a cair por terra o discurso dos R$ 306 milhões.

É preciso ter respeito à população, que paga os impostos e necessita saber qual a real situação dos cofres públicos. Sem politicagem, sem Fla-Flu entre os dois partidos que se revezam no comando da cidade desde 1993..

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