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Economia
Junho 13, 2017 - 10:20

RMVale perde 17 mil vagas e é uma das 'lanternas' do emprego em SP

Retração. Apesar da diminuição na queda, empregos ainda continuam em baixa na região

Retração. Apesar da diminuição na queda, empregos ainda continuam em baixa no Vale do Paraíba

Foto: Divulgação

Vale do Paraíba foi a quarta região do Estado a perder mais empregos no primeiro trimestre do ano, comparado ao mesmo período do ano passado; São José e Taubaté foram as duas sub-regiões que mais cortaram empregos

Xandu [email protected]

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba foi a quarta, entre 17 regiões do Estado, a perder mais empregos no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com levantamento da Fundação Seade, divulgado nesta segunda-feira, a RMVale cortou 17,1 mil empregos no período, retração de 3,2% na comparação com 2016.

O número de vagas ocupadas por empregos formais, com a carteira de trabalho assinada, caiu de 539.459 para 522.320, na região. Só tiveram queda maior as regiões do ABC (-6,1%), Baixada Santista (-4,1%) e Presidente Prudente (-3,5%).

DEMITIDOS.

O Vale teve mais demitidos, percentualmente, do que regiões como São Paulo (-2,8%), Sorocaba (-2,8%) e Campinas (-2,6%). Também ficou acima da média estadual, de -2,5%.

Nenhuma região do Estado conseguiu fechar o primeiro trimestre com saldo positivo de empregos. As demissões foram superiores às contratações. Em todo Estado, o nível de emprego caiu 2,5%, com 308.461 vagas a menos --12,2 milhões contra 11,9 milhões.

SETORES.

O estudo do Seade aponta os setores da economia que mais perderam postos de trabalho de janeiro a março deste ano na região: comércio, reparação de veículos automotores, construção civil e indústria.

Das cinco sub-regiões que compõem a RMVale, a que mais fechou empregos no primeiro trimestre foi a de São José. Foram cortadas 9.665 vagas, queda de 3,7% em relação ao ano passado. A de Taubaté vem em seguida, com 5.298 postos de trabalho perdidos, retração de 4% ante 2016. Na sequência, aparecem as sub-regiões de Caraguatatuba (-1,8% ou -1.025), Cruzeiro (-3,5% ou -742) e Guaratinguetá (-0,6% ou -409).

O desempenho da RMVale, que detém 4,4% do total de empregos formais do Estado, também não foi bom comparando o primeiro trimestre de 2017 com o último trimestre de 2016. Foram eliminados 4.080 postos de trabalho. O estoque de empregos formais ficou 0,8% inferior, caindo de 526.400 para 522.320 vagas.

"Vendo esses números é que comprovamos o verdadeiro estrago que a crise econômica e política fez no Brasil. O desemprego ainda está muito alto", avaliou o economista Fernando Lacerda.

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