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Economia
Maio 09, 2017 - 01:39

Classes 'B' e 'C' garantem aumento do consumo na RMVale, diz estudo

Consumo

Mercado. Consumidora faz compras em supermercado no Jardim Aquarius, na zona oeste de São José

Foto: /Rogério Marques/ OVALE

Levantamento IPC Maps 2017 traça potencial de consumo das seis maiores municípios da região: S. José, Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Caraguatatuba, todas essas cidades com mais de 100 mil habitantes

Xandu Alves
São José dos Campos

Os moradores das seis maiores cidades da RMVale gastarão R$ 41,2 bilhões em 2017, com destaque para as classes B (R$ 18,5 bilhões, 45% do total) e C (R$ 13,9 bilhões, 34%). É o que aponta o estudo IPC Maps 2017, que traz um perfil da potencialidade do consumo dos brasileiros.

Feito pela IPC Marketing Editora, o levantamento mostra que as seis cidades devem ter um consumo 10,78% maior neste ano do que em 2016. A pesquisa mede o potencial de consumo de São José, Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Caraguatatuba, todas com mais de 100 mil habitantes e que respondem por 65,54% da população da região.

Até o final do ano, os municípios terão um consumo de R$ 40,5 bilhões da população urbana e mais R$ 641,1 mil da rural, somando R$ 41,2 bilhões. Em 2016, o potencial foi de R$ 37,2 milhões.

O crescimento é maior do que o projetado para o país. Segundo o IPC, o consumo nacional tem fôlego para atingir R$ 4,2 trilhões em 2017, 0,42% a mais do que 2016.

"O interior do Brasil vem ganhando participação, ao longo dos últimos anos, no mercado de potencial de consumo", disse Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing e autor do estudo.

Segundo ele, o interior saltou de 47,4% do consumo brasileiro em 2005 para 54%, em 2015. Neste ano, a previsão é registrar 55%.

O mesmo vale para o Estado de São Paulo. As cidades do interior representavam 47,3% do consumo em 2005, podendo chegar a 52,8% neste ano.

CLASSES.

Na região, quem mais gastará em 2017, na comparação com 2016, é a classe C. O valor deve saltar de R$ 11,3 bilhões para R$ 13,9 bilhões, acréscimo de 22,84%.

A classe A vem em seguida, com 16,7% de crescimento, de R$ 4,9 bilhões para R$ 5,7 bilhões. As classes D e E saltarão de R$ 2,026 bilhões para R$ 2,268 bilhões, 11,93% de diferença.

Prevista para figurar como a principal gastadora de 2017 em valores absolutos, a classe B é quem deve ter o menor aumento na comparação com o ano passado: 1,5%, passando de R$ 18,3 bilhões para R$ 18,5 bilhões..

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