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Maio 24, 2017 - 23:12

Após a tragédia, é hora de recomeçar em Manchester

Ataque em Manchester

Ataque em Manchester

Foto: /Antonio Basílio/ OVALE

Direto de Manchester, repórter fotográfico de São José narra o drama da cidade -- alvo do atentado terrorista desta última segunda

Antonio Basílio
Manchester (ENG)

Eu acompanhei de casa pela televisão, pela BBC, durante a manhã de terça-feira, quando soubemos do atentado na Manchester Arena, que fica a 3,5 quilômetros de onde vivemos desde março. As histórias que chegavam do acontecido eram inacreditáveis.

Estamos perto de um posto da polícia e de um hospital. Uma forte explosão ao final de um show da cantora americana Ariana Grande deixou o saldo de 22 mortos e cerca de 60 pessoas feridas.

A explosão aconteceu em um ponto os pais foram buscar as crianças, entre o Manchester Arena com a Victoria Station. Tinha pessoas, crianças e adolescentes, de todo o Reino Unido -- Escócia, Irlanda e do País de Galês.

Enfermeiros e médicos que já tinham terminado seu plantão, seu expediente, simplesmente voltaram para os hospitais para cuidar dos feridos.

Uma gerente de um hotel próximo do local do atentado saiu às ruas à procura de crianças que se perderam, durante o corre-corre que se seguiu à explosão no show, e levou muitas para o hotel até que os pais aparecerem. Foram 50 crianças. Um morador de rua que fica no Arndale ajudou socorrendo, confortando as pessoas em meio à tragedia.

Muitos pais, ainda aterrorizados, conseguiram achar seus filhos no hotel, mas uma mãe soube mais tarde que sua filha tinha sido uma das vítimas fatais do atentado.

As equipes de policiais, paramédicos e bombeiros agiram muito rápido tanto para prestar socorro, isolar a área e iniciar as investigações.

O dia simplesmente amanheceu com uma das principais ruas do centro interditada para carros, ônibus e trans e com procedimento severo.

À noite só conseguimos chegar na Albert Square, onde fica a prefeitura, depois de uma vigília em homenagem das vítimas feita pela população.

Nessa multidão viam-se cristãos, mulçumanos, hindus, judeus, Rastafari e ateus realmente unidos pela paz e fraternidade entre todos na praça. O povo inglês se mostra muito forte nesse momento de dor mas não deixa de seguir suas vidas com sua tradicional cordialidade perante o mundo.

É hora de recomeçar, colocar a vida em marcha, mas sem esquecer jamais.

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