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August 4, 2013 - 07:38

Uma nova forma de aprender inglês

Backpacker , game criado por Caio Braz - Imagem: Reprodução

Backpacker , game criado por Caio Braz - Imagem: Reprodução

Ex-aluno do ITA cria game semelhante ao ‘The Sims’ que ensina inglês pelas ruas de NY

Paula Maria Prado
São José dos Campos

Imagina aprender inglês em uma viagem a Nova York? Esse é o objetivo do jogo “Backpacker” (www.backpacker.net.br), em que o usuário viajante recebe missões com o objetivo de se aventurar pela cidade americana enquanto aprende a falar a nova língua.

Criado por Caio Braz, 24 anos, engenheiro mecânico formado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), o jogo tem como foco pessoas que, assim como ele, têm dificuldade em aprender o idioma.

“Sempre tive o interesse de montar um negócio que tivesse um impacto social positivo. Então, em uma viagem há dois anos, ouvi que um empreendedor deve buscar resolver os seus próprios problemas, que na verdade seriam os problemas de muitas outras pessoas. Foi quando cheguei ao aprendizado do inglês, que sempre tive dificuldade”, disse.

O foco principal do jogo é ajudar as pessoas das classes C e D a aprender o inglês básico. “O benefício do aprendizado dessa língua é fantástico e pode significar até 20% a mais na renda. Se contarmos as classes mais baixas, são até 60% extra. Então, nosso objetivo é ajudar àqueles que têm o orçamento apertado a aprender a língua”, afirmou Braz.

Partindo do princípio de que cursos on-line são geralmente chatos e possuem uma evasão de 70% depois do segundo mês de estudo, o engenheiro resolveu criar um jogo virtual. “Tinha que ser uma plataforma de imersão. Se as pessoas pudessem de fato ir a cidades como Miami, Nova York e Los Angeles, e pudessem passar um tempo naquela cidade até aprender inglês seria divertido. Por isso pensamos em um game, mas com interações sociais”, explicou.

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Plataforma.
Ainda em Beta, o jogo é gratuito e pode ser acessado via Facebook.  Inspirado no game “The Sims”, o jogador viajante cria o seu personagem, chega ao hostel onde ficará hospedado e, logo na recepção, já aprende falas iniciais como “Hi”, “Hello” e “How are you?”.

“No começo, o jogo dará opções de texto ao usuário para que ele decida qual frase quer usar para responder a solicitação do outro personagem. Depois de dominada essa etapa, ele começará de fato falar”, afirmou Braz.

Um dos pontos fortes do game é o reconhecimento de voz, que permite identificar se a pronuncia está correta e parecida com o de um nativo americano. Se errar, assim como em “The Sims”, os players ficam de mau humor por três minutos, tempo suficiente para o usuário tire a dúvida e acerte na próxima tentativa.

Evasão.
O grande desafio será lidar com a desistência dos usuários, comuns em games virtuais.  “Nosso objetivo é lançar a cada quatro meses uma nova cidade para ser explorada. Aumentando, assim, as possibilidades de aprendizado”, afirmou ele.

“O foco do curso é o nível básico do inglês. Também estamos fazendo constantes melhorias na plataforma”, disse. A princípio gratuito, será cobrada uma taxa mensal de manutenção de R$ 25 de cada usuário.

“Acredito que seja um valor acessível a todos e nos ajudará a desenvolver novas ferramentas para melhorar o game”, afirmou o engenheiro, que está aprendendo inglês conforme vai passando as etapas do jogo. “Temos muitos professores nos ajudando e tenho testado sempre as ferramentas”, disse.

Ainda não ocorreu o lançamento oficial. “Estamos esperando chegar a cerca de um milhão de usuários para realmente o lançarmos, por enquanto, essa é a hora daqueles que acessarem o jogo testar, opinar, criticar, reclamar e fazer sugestões”, diverte-se.

  

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