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February 4, 2012 - 03:54

Sucesso do MMA leva jovens a procurar luta

 Victor Schmidt (16 anos) e Isabela Muniz (14): levando as lutas a sério e divulgam para amigos

Claudio Capucho


Se tem um estilo dentro do esporte que está em alta é, sem dúvidas, o MMA. A sigla (do inglês Mixed Martial Arts, ou mix de artes marciais, em português) resume uma competição em que se encontram diversas modalidades de luta.
Com a popularização do estilo, lutadores que se destacam - como Vitor Belfort, Maurício Rua (Shogun) e Rodrigo Minotauro - ganharam status equivalente ao de popstars:reconhecimento nas ruas, participação em programas de TV.
Anderson Silva (o Spider) é um dos campeões de publicidade: estrelou a campanha do Burger King e ainda dançou com a cantora Marisa Monte no clipe de "Ainda Bem".
Ou seja: foi-se o tempo em que sinônimo de lutador brasileiro era o Blanka ou Eddy Gordo. No bairro Jardim das Indústrias, em São José, a academia Calasans Camargo registrou uma alta de 50% na procura de lutas por jovens.
Exemplos.
Victor Schmidt tem 16 anos e atualmente pratica Jiu-jitsu, boxe e musculação. O ídolo dele? Além do Juninho Calasans (da academia), claro, o Anderson Silva. Mas gostar de um lutador que é ícone no MMA não significa que ele esteja no meio dos fãs de 15 minutos.
"Eu quero competir. Mas mesmo quem se interessa porque é um assunto que está na mídia, acaba conhecendo mesmo e aí decide se quer continuar ou não. No geral, acho bacana porque é um esporte", conta ele, que treina no mínimo três horas de segunda a sexta-feira.
Além do treino atual, ele já fez judô por três anos. Victor explica que na vida dele o reflexo de lutar não tem nenhum estereótipo como antigamente, em que quem luta era visto como brigão.
"Olha, acho que o pessoal até tem medo de brigar, mas todo mundo sabe que sou um cara bem calmo".
Conquistas.
Segundo a praticante de MMA Isabela Muniz, de 14 anos, o ponto positivo da popularização das lutas foi a maior procura das mulheres.
"As turmas de MMA tem mais mulheres agora e as outras lutas também. Isso é muito bom para acabar de vez com aquela fala de que só os homens podem. Na minha família, as esposas dos meus primos treinam".
Faixa marrom em judô, ela já foi campeã paulista na categoria ligeiro, em 2009 e explica que a imagem de mulher que luta não atrapalha sua vida, nem faz ela ser menos feminina. "As minhas amigas são mais balé e eu luto, mas isso não atrapalha em nada. Acho que aquela coisa de as pessoas pensarem que o lutador é 'brigão' também já passou".
Isabela também conta que com a "febre" de MMA, muitos amigos (tanto homens quanto mulheres) perguntam sobre como começar a praticar modalidades de luta. O resultado é que muitos deles, passam de curiosos a praticantes de algum estilo.

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