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November 10, 2013 - 17:30

Criança-Ribeirão 2: Joaquim foi morto antes de ser jogado no rio, diz delegado

O menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, que foi morto em Barretos - Foto: Reprodução

O menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, que foi morto em Barretos - Foto: Reprodução



Por Isabela Palhares, Enviada especial
BARRETOS, SP, 10 de novembro (Folhapress) - O menino Joaquim Ponte Marques, 3, que estava desaparecido desde a última terça-feira, foi morto antes de ser jogado no rio. A afirmação é do diretor do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Osinski Junior.
De acordo com o delegado, a conclusão é baseada em exames preliminares feitos pelo IML (Instituto Médico Legal) de Barretos, que não apontaram água nos pulmões do garoto.
"A principal hipótese da polícia era de que ele teria sido morto e jogado no rio. Essa hipótese se concretizou. Agora a gente precisa descobrir o que levou à morte dele", afirmou Osinski Junior.
Entre as hipóteses levantadas pelo delegado estão agressão e envenenamento.
Outros exames serão feitos pelo IML, que devem ficar prontos em 30 dias.
O corpo do garoto foi encontrado no início da tarde de hoje no rio Pardo, em Barretos, a 150 quilômetros de Ribeirão Preto, de acordo com o delegado.
Uma das hipóteses levantadas pela Polícia Civil é que ele tenha sido atirado no córrego Tanquinho, que fica a 200 metros da casa da família de Joaquim e, de lá, tenha sido levado até o ribeirão Preto, que é afluente do Pardo.
O reconhecimento do corpo no IML foi feito pela mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, o pai, Arthur Paes, e o avô materno da criança.
Após a confirmação da morte de Joaquim, a casa da família, no Jardim Independência, foi cercada por um grupo de pessoas irritadas com o padrasto, Guilherme Raymo Longo.
Elas o insultavam com gritos e o culpavam pela morte do menino. Ele nega envolvimento no caso.
Familiares do garoto passaram no local para buscar roupas de Joaquim. Policiais cercam o local.
O sumiço
Joaquim estava desaparecido desde a última terça-feira. A mãe disse à polícia ter notado o sumiço às 7h.
Desde então, policiais e o Corpo de Bombeiros fizeram buscas em toda a cidade, sem sucesso. O pai de Joaquim também fez panfletagem com amigos e voluntários todos os dias.
O Corpo de Bombeiros chegou a percorrer 20 quilômetros no córrego, no ribeirão e no próprio rio, em busca do garoto.
Nos últimos dois dias, a Polícia Civil e o Ministério Público buscavam indícios para formular um novo pedido de prisão temporária do casal, que pode ser apresentado amanhã.

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