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March 18, 2017 - 19:30

Projeto multimídia leva estudantes a explorarem os seus bairros e a praticarem a cidadania

Curtas

Foto: Divulgação

Paula Maria Prado
São José dos Campos

Como uma forma de empoderar os jovens e ajudá-los a identificar o que há de bom e de ruim nos bairros onde moram, bem como estimular a reflexão e incentivar uma mudança na comunidade local é que nasceu o projeto “Super Curtas”.

Aplicado com êxito em Ferraz de Vasconcelos, cidade do interior paulista, agora é a vez de São José dos Campos receber a atividade.  A partir dessa semana, jovens de escolas estaduais do ensino fundamental e médio participam de oficinas multimídia nas quais utilizarão foto, vídeo, áudio e mídias digitais para retratar a própria realidade por meio de curtas metragens, entre outras peças.

A iniciativa começa com uma introdução de todo o processo de criação e execução de peças audiovisuais a partir da integração de diferentes linguagens. Ao mesmo tempo são discutidas questões referentes à formação cidadã.

Por aqui, receberão o projeto as escolas Professora Nilce Conceição Lima, no Jardim Leopoldo, e Professora Dinorá Pereira Ramos de Brito, no bairro Putim, ambos na zona sudeste da cidade.  “Acreditamos que as duas comunidades, localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e cultural, poderão aproveitar amplamente os benefícios da capacitação e a oportunidade de mostrarem sua própria realidade por meios das peças produzidas”, afirmou Paulo Ramicelli, assessor do Instituto EDP, da EDP Bandeirantes, patrocinadora do projeto por meio do Proac/ICMS (Programa de Ação Cultural), do Governo do Estado de São Paulo.

São, ao todo, 15 vagas por oficina, que acontecerão no período matutino e vespertino (as atividades são extracurriculares), com duração total de 36 horas distribuídas ao longo de seis semanas. Sessenta jovens serão beneficiados. A seleção dos alunos ficou a critério da escola.

“O retorno (das oficinas) é bastante positivo, pois além da introdução à técnica audiovisual, os jovens também aprendem bastante sobre as estruturas de uma produção fílmica. São apresentados às funções de roteirista, direção, figurinista, editor de vídeo e sonoplasta, entre outras. Muitos dos alunos passam a vislumbrar uma real possibilidade de atuação profissional”, afirmou Mariane Goldberg, da Frida Projetos Culturais, responsável pelo “Super Curtas”.

“Em relação ao mapeamento da comunidade em si, também temos um retorno bastante favorável. O fato de a atividade dar voz a esses jovens, incentivá-los a investigar, discutir, registrar e apresentar através de suas produções o seu olhar sobre o seu dia a dia, é uma injeção de auto estima e empoderamento”, continuou.

Pós. Ao final do projeto, as escolas ficam com um kit com equipamentos para que o grupo possa dar continuidade ao trabalho e sejam multiplicadores desse conhecimento. O material produzido pelos alunos ficam disponíveis no site do projeto: www.supercurtas.com.br.

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