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September 24, 2011 - 04:01

Vítimas de acidente de trânsito são enterradas

Fachada do cemitério onde foram veladas as duas mulheres que se envolveram em acidente em SJC

Filipe Rodrigues

Corpos foram velados em salas vizinhas; família diz que pedestre foi heroína, ao salvar os sobrinhos

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

A comoção marcou os enterros de Ana Maria Parrela de Oliveira, 57 anos, e Doroti Straub, 69 anos, mortas em um acidente de trânsito na última quinta-feira, no Jardim Petrópolis, zona sul de São José dos Campos.

No acidente, Ana Maria aguardava para atravessar na avenida Itabaiana quando o carro de Doroti, desgovernado, a atropelou, atingiu um carro estacionado e derrubou um poste. As duas morreram na hora.

A família de Doroti afirma que a mulher era boa motorista e que ela teve um mal súbito ao volante. Segundo os parentes, ela teve problemas de coração em janeiro.

O enterro de Ana Maria foi marcado pela tristeza. Amigos e parentes lamentaram que ela tenha sido vítima de uma “fatalidade”.

Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) deve sair dentro de cinco dias para identificar as causas da morte de Doroti.

Enterro. Os sepultamentos aconteceram quase ao mesmo tempo, no Cemitério Municipal Colônia Paraíso, no Jardim Morumbi, zona sul. Os velórios foram realizados simultaneamente, em salas vizinhas.

Por volta das 10h40, foi enterrado o corpo de Doroti. A maioria das pessoas, que esteve no enterro, veio de São Paulo, onde ela morava até um ano atrás. Ela se mudou para São José dos Campos, no início do ano, para morar com o irmão.

“Um pouco depois de se tornar viúva, ela veio morar em São José. Mas ela ia sempre visitar a família em São Paulo e também em Varginha, em Minas Gerais”, diz Arnaldo Nice Junior, 38 anos, filho da vítima.

Doroti tinha quatro filhos e oito netos. Segundo Nice, ela teve um infarto no início do ano e, desde então, era cuidadosa com a saúde.

“Minha mãe se cuidava muito. Tomava seus remédios e se alimentava muito bem. Tinha uma saúde de ferro. Ninguém esperava que fosse acontecer de novo”, diz o filho.

Pedestre. Ana Maria foi enterrada logo depois. 40 pessoas, entre parentes e amigos de igreja, estiveram no local.

Para eles, a vítima morreu como uma heroína, já que antes de ser atropelada, conseguiu empurrar os dois sobrinhos, de 4 e 6 anos, que estavam com ela.

“Ela cuidava dessas crianças como se fossem os próprios filhos. Levava para a escola, ia buscar e depois, elas ficavam o dia inteiro na casa dela para que os pais pudessem trabalhar”, diz Cássia Borges de Aguiar, 38 anos, que era nora de Ana
Maria.

Entenda o caso

Atropelamento
Uma mulher de 69 anos, dirigindo em alta velocidade, atropelou<ET>outra de 59 anos no Jardim Petrópolis, zona sul de São José dos Campos; as duas mulheres morreram

Crianças
A vítima do atropelamento ainda empurrou seus dois sobrinhos para evitar que eles fossem atropelados

Mal súbito
A família da motorista diz que ela teve um mal súbito no volante; ela já havia tido um infarto no início do ano

Pedestres
São José começou campanha para reduzir acidentes; em 2010, 34 pessoas morreram atropeladas e no primeiro semestre deste ano, foram 14 mortes

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