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September 24, 2011 - 04:51

Taxista de 69 anos é morto a facadas e o carro é incendiado

Enterro do Taxista

Foto: Cláudio Vieira

Polícia de Jacareí ainda investiga o motivo do crime; suspeita inicial é de homicídio, mas latrocínio não está descartado

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Cerca de 150 pessoas compareceram ontem ao enterro do taxista Luiz Carlos Novaes, 69 anos, morto a facadas na última quinta-feira, em Jacareí.

A Polícia Civil ainda não sabe o que motivou o crime. A suspeita inicial é de homicídio, mas a teoria do latrocínio não é descartada.

Novaes foi visto vivo, pela última vez, às 12h30 no ponto onde trabalhava, em uma praça próxima a rodoviária velha, no Centro de Jacareí.

Ele deixou o local para fazer uma corrida e foi encontrado por volta das 17h, na estrada rural Pagador Andrade, no bairro Rio Abaixo.

O corpo estava 12 perfurações feitas por facadas, caído na estrada. Um quilômetro à frente, estava o carro dele, em chamas.

O Sindicato dos Taxistas afirma que há medo dos profissionais em Jacareí devido ao alto índice de assaltos.

“Se houver câmeras nos pontos de taxi é uma forma de garantir segurança. Se recusarmos corrida, não vamos ganhar dinheiro", diz Carlos Avelar de Moura, presidente do Sindicato.

Atualmente, Jacareí possui 14 pontos de taxi e, segundo a prefeitura, apenas três possuem câmeras.

A Secretaria de Comunicação informou que há estudos sobre câmeras em todos os pontos, mas não há recursos para implantá-las.

Enterro. Antes de ser sepultado, Novaes foi homenageado por taxistas e por funcionários do Corpo de Bombeiros, já que um de seus genros é major da corporação.

Os familiares ainda estavam abalados e preferiram não comentar a morte do taxista, que tinha quatro filhos e sete netos.

O corpo foi velado desde a madrugada na funerária Campo Santo, no Centro, e depois, enterrado às 17h, no cemitério Memorial do Vale, na rodovia Geraldo Scavone.

Investigação. O assassinato será apurado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jacareí.

Segundo o delegado responsável, ainda não é possível afirmar como o taxista foi morto.

“O carro estava em chamas. Está totalmente queimado. Por isso, não é possível precisar se houve um latrocínio. Com uma perícia, poderemos saber se levaram algo ou se as coisas dele estavam no carro”, diz o delegado Luiz Antonio Cunha dos Santos.

A partir de segunda-feira, parentes e amigos da vítima serão chamados para prestar depoimento. A polícia também espera descobrir quantos foram os assassinos.

“Não sabemos quantos foram. Se foi um, dois ou três. Ele desapareceu e foi encontrado quatro horas depois. Ele pode ter sido rendido enquanto voltava de uma corrida ou por quem o chamou no ponto de táxi”, diz Cunha.

Segurança. O Sindicato dos Taxistas espera marcar uma reunião com a prefeitura para pedir mais segurança.

“É mais comum termos assalto em Jacareí a taxistas, do que em São José, que tem muito mais motoristas. A pior parte é acabar em uma tragédia como essa”, diz Moura.

“Na maioria dos casos, eles levam dinheiro e pertence. Isto acontece porque é fácil assaltar um taxista.”


ENTENDA O CASO

Sumiço
O taxista Luiz Carlos Novaes, 69 anos, foi visto vivo, pela última vez, por volta das 12h de quinta-feira, saindo do ponto ‘Caçula’, no Centro de Jacareí, para atender um cliente

Assassinato
O homem foi encontrado quatro horas depois, morto com pelo menos 12 perfurações de faca, em uma estrada rural de Jacareí; o carro estava um quilômetro à frente do corpo, em chamas e o interior do veículo, em cinzas

Hipótese
A Polícia Civil ainda não sabe o que motivou o crime; inicialmente o caso é tratado como um homicídio, mas o roubo seguido de morte, não é descartado pelos investigadores

Segurança
O caso acendeu o alerta para a escassa segurança de taxistas para exercer a profissão; o Sindicato da categoria pede que sejam instaladas câmeras nos 14 pontos de Jacareí para monitorar com quem o taxista sai e com quem ele chega

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