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Nossa Região
March 10, 2013 - 11:11

Movimento propõe mudança radical de hábitos alimentares

Introduzir frutas, legumes e cereais na dieta colabora para a longevidade; há exemplos de que nunca é tarde para começar

Xandu Alves
São José dos Campos

Quer saber como será a sua aparência daqui a alguns anos? Olhe para o seu prato de comida. É o alimento que definirá o seu futuro.
Nutricionistas não cansam de dizer que é naquilo que se come que reside a saúde ou a falta dela.
Nesse contexto, ganha força na região um movimento surgido na Itália em 1986, o Slow Food. Trata-se de uma corrente contrária ao Fast Food, as opções de comida rápida e despersonalizada.
O cozinheiro italiano Carlo Petrini usou o seu conhecimento para fundar o movimento internacional, que congrega mais de 150 países, e tenta resgatar o prazer da alimentação à mesa, sem pressa e com qualidade.

Menos é mais. É o que tenta fazer há anos a nutricionista Sheila Castro, coordenadora do Programa de Reeducação Alimentar da Unimed de São José. Além do apoio a centenas de pessoas que buscam a reeducação alimentar, ela mantém um blog com dicas valiosas para a saúde.
Por experiência, Sheila sabe que, quando começam a ter problemas de saúde, as pessoas tendem a melhorar a alimentação. O correto seria evitar os problemas comendo bem. “É preciso vontade para investir em mais saúde e na qualidade da alimentação."
Segundo ela, a regra é simples: quanto mais colorido o prato, mais saudável ele é. Mas as cores têm que estar no alimento, e não nas embalagens.
“O organismo tem necessidade de todos os nutrientes. Como os alimentos industrializados são pobres, coloca-se gordura neles para compensar. É mais do que precisa o corpo, que passa a acumular, engordando”, afirma.

Sementes.Quando o estudante Davi Moreno de Lima, 10 anos, mostrava seu lanche para os colegas da escola, ninguém acreditava no que via.
Ao invés de bolachas recheadas, lanches e salgadinhos, um mix de sementes, castanhas, cereais e frutas.
O garoto é vidrado em alimentação saudável, embora não deixe de experimentar, de vez em quando, hambúrguer, sorvete e chocolate.
“Ele gosta muito de salada, de legumes”, conta a mãe do garoto, Mara Cristina Moreno de Lima, 46 anos.
Davi não é nenhum extraterrestre com gostos esquisitos. Ele aprendeu a comer bem desde a infância. Açúcar, por exemplo, ele só experimentou perto dos dois anos. E a família sofreu com isso.
"Houve pressão para dar bolacha, refrigerante. Deveria ser regra a alimentação saudável, mas não é”, afirma a mãe.
Com o prato supercolorido na sua frente, Davi abre o sorriso e garante: "É muito bom".

Atitude.Nunca é tarde para comer bem. Após quase 45 anos de vida, a empresária Dilu Dall'Agnol, de São José, decidiu mudar radicalmente seus hábitos alimentares: excluiu do cardápio alimentos produzidos com agrotóxicos e passou a comer apenas orgânicos.
A virada na mesa seguiu à mudança na vida. Ela deixou a condução de uma empresa de engenharia, assumiu seu conhecimento na cozinha e tornou-se chef e gerente de uma loja de produtos orgânicos, a Vita Sol, em São José.
Dilu faz parte de uma associação de produtores de alimentos orgânicos no Vale do Paraíba e é uma entusiasta da alimentação natural.
"Tudo melhorou em minha vida. Aos 60 anos, não tomo remédios, durmo bem e trabalho 13 horas por dia", diz ela.
 

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