São José dos Campos
18º / 31º
Nebulosidade variável com pequena chance de chuva pela tarde
Nossa Região
April 6, 2013 - 06:29

Caixa avalia 3.000 moradias para baixa renda em São José

Assinatura de convênio para casas populares em S. José. Foto: Cláudio Vieira

Assinatura de convênio para casas populares em S. José. Foto: Cláudio Vieira

Superintendente de banco assina contrato de 876 imóveis e afirma que novos projetos serão liberados a partir de junho

Xandu Alves

São José dos Campos

Dez empreendimentos imobiliários para famílias de baixa renda estão em análise na Caixa Econômica Federal e na prefeitura para construir 3.000 moradias em São José dos Campos.
Os projetos estão em várias fases de tramitação, com empreendimentos prestes a serem aprovados e outros no início das avaliações.
Segundo o superintendente nacional da Caixa em exercício, Julio Cesar Volpp Sierra, as moradias deverão ser contratadas entre junho deste ano e março de 2014.
Após o rito burocrático de contratação, os empreendimentos podem demorar até 26 meses para ficarem prontos.
Ontem, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), assinou com a Caixa a contratação de mais 876 moradias para famílias com renda de até R$ 1.600 por mês, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.
São apartamentos de até 50 metros quadrados, em blocos de quatro andares, que serão construídas em três residenciais: Altos da Ponte (Vila São Geraldo, zona norte) e Cajuru 1 e 2, na estrada do Cajuru, na região leste.
A administração petista já havia contratado 528 moradias em um residencial no bairro Colônia Paraíso, na zona sul, cuja pedra fundamental será colocada no dia 13 de abril. Os outros três condomínios devem começar as obras ainda no primeiro semestre.
Segundo Carlinhos Almeida, as moradias atenderão os cadastrados na fila da habitação e moradores de áreas de risco e de invasões.
Atualmente, a fila da habitação tem quase 19 mil inscritos ativos em São José, com cadastros feitos há 14 anos.
“Estamos priorizando as famílias de baixa renda nos residenciais contratados. A meta é reduzir a fila”, disse Miguel Sampaio, secretário de Habitação de São José.

Impacto. Moradores da região norte mostraram-se preocupados com os futuros impactos na estrutura dos bairros após a chegada do novo residencial Altos da Ponte, que terá 300 apartamentos.
Um dos problemas será o acesso viário ao novo condomínio, limitado pela Via Norte, avenida Audemo Veneziani e a rodovia SP-50. Nos horários de pico, todos eles apresentam lentidão e congestionamento no trânsito.
“É preciso discutir também a falta de creches e escolas para as famílias que virão para cá. A prefeitura tem que atender essa população”, disse José Antônio Santos, líder comunitário na região norte. “Não basta apenas fazer casa, tem que dar estrutura para morar”.

Estudos. Carlinhos Almeida negou que os empreendimentos prejudiquem os moradores dos bairros em que serão construídos.
Segundo o petista, a prefeitura já fez estudos de demanda e de impacto e, em razão de as obras demorarem até 26 meses para ficarem prontas, “há tempo suficiente para realizarmos as obras necessárias”.

Assinatura de convênio para casas populares em S. José. Foto: Cláudio Vieira - 050413

SAIBA MAIS

moradia popular
A Prefeitura de São José assinou contrato para a construção de 1.404 moradias populares para baixa renda na cidade

residenciais
As moradias serão construídas nos residenciais Colônia Paraíso 1 e 2 (Parque dos Ipês, zona sul), Altos da Ponte (norte) e Cajuru 1 e 3 (leste)

investimento
Os empreendimentos custarão R$ 131,32 milhões, que serão investidos pelos governos federal e estadual

análise
Estão em análise outras 3.000 moradias populares para famílias que ganham até R$ 1.600

construção

Os residenciais deverão ser construídos num prazo de 20 meses prorrogáveis por mais 6 meses

pagamento

As famílias pagarão R$ 25 por mês durante 10 anos

beneficiados

Pessoas inscritas na fila da habitação e moradores de área de risco e de invasões


Aconvap mira mercado para baixa renda
São José dos Campos

A Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) está estudando formas de desenvolver empreendimentos populares com as empresas da região, para que elas construam moradias por meio de programas de governo.
Os cinco residenciais populares que serão construídos em São José neste ano ficaram sob a responsabilidades de construtoras de fora da região.
“A demanda é muito grande na cidade, de 8.000 moradias, e acreditamos que as empresas locais têm condição de participar desse mercado”, disse Paulo Cunha, presidente da Aconvap. “Elas não têm tanta experiência como construtoras de fora, mas isso pode ser desenvolvido”.
Segundo ele, uma prova dessa capacidade será concretizada até a metade do ano com a entrega do residencial Nova Esperança, na região leste de São José. Serão 600 unidades de R$ 125 mil, para famílias que ganham até R$ 3.275.

Zoneamento. A Aconvap também reivindica que a prefeitura estude uma nova lei de zoneamento para, segundo Cunha, destravar a construção de moradias na cidade.

Publicidade
Publicidade
Publicidade