Debate. Em reunião de ontem, moradores cobraram definições sobre desapropriações na área onde haverá obras da estrada

Moradores de Taubaté criticam projeto da Carvalho Pinto em audiência

Julio Codazzi
Taubaté

O novo traçado para a obra de prolongamento da rodovia Carvalho Pinto foi discutido ontem em Taubaté, em audiência pública do Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente).

O traçado é considerado o ideal pelo governo do Estado e pela prefeitura, mas moradores da região do Barreiro presentes na audiência criticaram essa opção.
Entre as reclamações dos moradores, questões como o valor que será pago para indenizar pelas 78 propriedades que serão desapropriadas, que é considerado baixo, e o prazo para início da obra.

"Eu parei a obra da minha casa em fevereiro porque ainda não sei se terei que sair de lá ou não", disse a professora Denise Teberga, 29 anos.

"Gostaria de saber quanto tempo terei para sair de casa, porque é o único lugar que tenho para morar", disse a aposentada Maria do Carmo Silva Oliveira, 67 anos.
Os presentes também questionaram os possíveis impactos da obra na Mata do Bugio -- área de 1,25 milhão de metros quadrados que abriga duas espécies de macaco.
"Eu não sei como se protege a Mata do Bugio com a estrada passando do lado", disse Paulo Ernesto Marques, diretor da ONG Preserva Taubaté.

Estudo.

Os apontamentos feitos na audiência serão analisados pelo Consema antes que seja emitida a licença prévia para que a concessionária Ecopistas, responsável pela rodovia, elabore o projeto executivo para a obra.

O diretor superintendente da concessionária, Flávio Freitas, reforçou a importância da obra para tentar sensibilizar os moradores. "Existe um bem comum, isso é uma obra maior", disse.

Freitas ressaltou ainda que esse traçado foi proposto pela prefeitura e que ele proporciona o menor impacto socioambiental possível. "Não haverá interferência na Mata do Bugio, e nenhum proprietário terá surpresa", afirmou.


ENTENDA O CASO


Proposta
O prolongamento permitirá o acesso direto entre as rodovias Carvalho Pinto e Oswaldo Cruz. Atualmente, os motoristas têm que acessar Via Dutra em Taubaté e entrar no trecho urbano para chegar à rodovia

Obra
Orçada em R$ 79 milhões, obra tem prazo de execução estimado em dois anos. Novo trecho terá 8,6 quilômetros

Impacto
78 propriedades serão desapropriadas. Destas, 24 têm edificações para domicílios, 14 apresentam apenas construções como galpões e áreas de lazer e as 40 restantes não têm nenhuma edificação ao longo da área de intervenção

 

 

Comentários





O comentário do CASANOVA, é muito importante, ele relata o que já aconteceu em S.J., e isto é desanimador, porque nesta audiência foi lembrado o respeito a uma mata nativa, mas o ser humano está esquecido, todos os moradores estão descontentes com esta imposição, muitos não compareceram a está audiência por não serem informados, dos poucos que compareceram, três ou quatro se manifestaram para defender suas propriedades, os demais por serem pessoas SIMPLES, não tiveram coragem de se inscreverem para falar, e são pessoas que já estão nestes locais á mais de 20 ou 30 anos, e para construir suas casas foi muitos Anos trabalhando com muito sacrifício, só que para defender o seu IMÓVEL, cada proprietário teve estipulado 03 minutos para se expressar ou pedir socorro, porque não quer perder sua MORADA; BEM se expressou o vereador Jeferson, com respeito a utilidade desta rodovia, a qual será muito usada somente em DATAS DE TEMPORADA, porque é somente nestas datas que ESTA RODOVIA tem movimento, em dias normais sem ser:( Feriados, Natal e Carnaval) esta rodovia Carvalho Pinto, é Morta,(NÃO TEM MOVIMENTO), e como este traçado tem o seu final no Km 05 da rod. Oswaldo Cruz, e doa a quem doer, mais de 300 pessoas estão sem poder dormir de preocupação, e o que será do bairro Marlene Miranda, o qual é considerado irregular; Quando for feito o próximo traçado até PINDA_ba, mesmo que agora a Eco via garanta que vai fazer um desvio, neste bairro existe mais de 1500 casas.

Por: Nardy, 18 September 2013 01:55

eu acredito que seja impossivel se agradar a todo mundo, a cidade precisa destes empreendimentos para crescer, as indenizações têm que ser justas por parte do governo do estado....é o progresso!

Por: lancelot, 14 September 2013 01:40

Lembro-me de quando a Rod. Carvalho Pinto precisou passar dentro de algumas propriedades na zona sudeste (região do Bairro Capuava) de São José dos Campos, cortando algumas chácaras, sítios e até fazendas ao meio, muitos gritaram e espernearam. E teve um proprietário, que até fez correr vários funcionários das empreiteiras, deixando máquinas, caminhões e etc... para trás, à base de tiros de espingardas, pois a pista iria passar (e passou) bem no meio da sua piscina.... Mas enfim, o coletivo imperou. E assim deverá ocorrer com esses moradores da região do Barreiro.

Por: CASANOVA, 13 September 2013 19:03

O mínimo que a prefeitura tem que fazer é negociar contrapartidas viárias para a cidade, como a duplicação do trecho urbano da Oswaldo Cruz e uma via expressa ligando os bairros da parte alta.

Por: Magnum, 13 September 2013 14:11