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"Cada vez que uma mulher assumir um posto de comando será uma conquista a ser comemorada. Somos muitas nos bastidores, trabalhando e com vontade de fazer diferença se tivermos a chance de chegar a um lugar de decisão. E não há aqui qualquer desmerecimento ao trabalho dos homens também". A fala é de Joselia Aguiar, jornalista que foi curadora do Festival da Mantiqueira em 2014; esteve por dois anos à frente da Flip (Festa Literária de Paraty) - responsável, aliás, pela edição que reuniu mais autoras do que escritores - e que acaba de assumir a direção da biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo. Sua bandeira na cena literária: diálogo e a divulgação de uma literatura mais plural, no desejo de contribui para estimular a leitura. E é com essa voz que ela vem a São José nesta quarta-feira (20), onde participa às 19h30 do evento "Mulheres que escrevem: um diálogo sobre o feminino", no teatro Colinas, junto da escritora Fernanda Young. O bate-papo aberto ao público e com entrada gratuita, será mediado pela também jornalista Nádia Pontes. O evento comemora o mês da mulher no shopping Colinas e tem como intuito promover reflexões sobre as inúmeras questões que envolvem a rotina feminina - da violência contra a mulher à maternidade, do paradigma patriarcal às relações profissionais. machismo estrutural. A existência de mais autores do que escritoras nas prateleiras das livrarias, para Joselia é também resultado de um machismo estrutural secular. "Não é pessoal, não tem a ver com a sociedade de hoje apenas, é algo que se estabeleceu desse modo. E, juntos, mulheres e homens, podemos tentar agir para ir mudar as coisas", afirmou Joselia. "Aliás, não só na literatura, mas em todos os campos artísticos, no mundo intelectual, há nesse momento um grande esforço em todo o mundo para modificar esse quadro". Segundo ela, no MOMA (Museu de Arte Moderna), de Nova York, a curadoria está redimensionando a presença de artistas de outras geografias. "O Masp (Museu de Arte de São Paulo) faz o mesmo movimento. Os homens foram mais estimulados, tiveram obras mais publicadas, receberam mais prêmios; já as mulheres de talento tiveram mais dificuldade de realizar sua obra, e quando isso aconteceu não necessariamente entraram para a história da literatura como deviam". amado. Joselia é autora ainda de "Jorge Amado: uma biografia" (Todavia), recém-publicada biografia de um dos mais populares autores do país. "Fui leitora de Jorge Amado desde a adolescência, mas o projeto nasceu da encomenda de um editor. Encontrei [na minha pesquisa] um Jorge Amado praticamente 'workaholic', o que deve surpreender aqueles que têm em mente a imagem de um homem deitado na rede, algo que associam à Bahia. Ele desejou fazer uma literatura que pudesse ser lida por todos, e foi feliz no seu intento", declarou. O shopping fica na av. São João, 2200, Jd. das Colinas..  
Depois de estrear nos cinemas, a biografia do maestro João Carlos Martins chega aos teatros. A peça "Concerto para João", que em turnê desde agosto de 2018, será exibida pela primeira vez em São José dos Campos nos dias 23 e 24 de março. Com dramaturgia de Sérgio Roveri, o espetáculo é dirigido por Cassio Scapin, que também dá vida ao protagonista. Além dele, estão no elenco, Duda Mamberti, Ando Camargo e Erica Montanheiro. "Por nunca ter conversado com o Roveri, impressionei-me muito com a peça. Parece que ele esteve dentro da minha alma desde os 18 anos", comentou o maestro."Ele soube captar o que passou internamente - a dúvida de achar que eu tinha uma missão e levá-la adiante sabendo que eu tinha uma distonia cerebral". E é essa ansiedade aliada a uma interrogação em relação ao futuro de Martins que permeia a peça. A trama transita entre fantasia e a realidade para narrar as glórias e os desafios enfrentados por um dos principais músicos do país e seus 60 anos de carreira. NARRATIVA. Este é o quarto trabalho sobre a vida do maestro. Já foram feitos dois documentários na Europa e um filme no Brasil. E, segundo Roveri, a peça foge do tradicional esquema "vida e obra", com linguagem cronológica e linear, característicos nesse tipo de espetáculo. "Procurei um recorte para contar a história dele - e achei que a cirurgia no cérebro a que ele se submeteu em 2012 era o acontecimento perfeito para eu lidar com as questões da sua memória, dos medos, das superações", afirmou. "Assim, no plano real, a peça se passa nos poucos dias em que ele ficou internado. Mas, na imaginação do maestro há toda uma vida sendo passada em revista. A peça, na verdade, assumiu este desafio de condensar uma vida riquíssima dentro dos três ou quatro dias em que ele ficou no hospital. E, apesar do seu talento comprovado e reconhecido, o que mais me inspirou na hora de escrever foram os momentos em que ele se viu privado deste talento. E eu penso que, ao conduzir a história por este caminho, a peça deixa de falar apenas dele e passa a falar de todo grande artista que, de repente, se vê impedido de realizar sua arte", continuou. Serviço. A peça será encenada no Teatro Colinas (av. São João, 2200, Jardim das Colinas). Os ingressos custam R$ 80 (inteira)..
Uma das exposições de maior sucesso no país, "Castelo Rá-Tim-Bum", chega a São José no dia 9 abril e segue até 4 de agosto. A ação, que ocorrerá no shopping Vale Sul, homenageia os 25 anos do seriado, exibido na década de 1990, na TV Cultura, e promete mexer com as memórias e emoções de muita gente. E melhor: a mostra estará por aqui em sua versão completa! Montada em cerca de 600 metros quadrados - próximo ao Walmart -, a exposição traz os figurinos originais dos personagens e recriará os famosos cenários do seriado, como a entrada do castelo, o quarto do Nino, a banheira do Ratinho (em escala gigante) e o hall com a árvore da cobra Celeste. Visitantes poderão ainda tirar fotos com o Porteiro, Gato Pintado, Mau e Godofredo, entre outros personagens. "Por onde a exposição 'Castelo Rá-Tim-Bum' passa, o sucesso é enorme. Temos certeza de que a temporada na região do Vale do Paraíba será muito especial", disse, em nota, Júlio Cardoso, sócio diretor da Acervo, empresa produtora da mostra. DENTRO DA TELEVISÃO. Criado pelo dramaturgo Flávio de Souza e pelo diretor Cao Hamburguer, "Castelo Rá-Tim-Bum" teve 90 episódios e mais um especial, divididos em quatro temporadas. O bordão do título ('Klift Kloft Still... A porta se abriu') recepcionava os personagens Pedro (interpretado por Luciano Amaral), Biba (Cinthya Rachel) e Zequinha (Freddy Állan), que chegavam ao castelo para brincar com Nino (Cassio Scarpin), o garoto de 300 anos que nunca foi a escola. Também moravam no castelo a Morgana (Rosi Campos), bruxa de 6 mil anos, tia-avó de Nino; e o Dr. Victor (Sérgio Mamberti), tio de Nino, também feiticeiro e cientista. De caráter educativo, o programa abordava diferentes temas que estimulavam discussões sobre meio ambiente, ciência e alimentação adequada, entre outras, de forma lúdica. INGRESSOS. O espaço contará ainda com uma loja com produtos oficiais da marca, como camisetas, canecas e chaveiros. Os ingressos - limitados - já estão à venda exclusivamente no site www.exposicaocasteloratimbum.com.br. Após a estreia da exposição, uma bilheteria física funcionará no shopping seguindo o horário de visitação. Os valores são: R$ 20 (inteira), de terça a sexta-feira; e R$ 24 (inteira), aos finais de semana e feriados. Às segundas-feiras, a exposição estará fechada. Crianças de até 2 anos e 11 meses não pagam. OVALE é parceiro de mídia neste evento e membros do Clube OVALE poderão comprar ingressos com 50% de desconto. Cada assinante poderá adquirir até dois ingressos pelo valor da meia-entrada (cada um) para sessões de terça a sexta-feira. Bastará apresentar a carteirinha de assinante e um documento oficial com foto. A promoção será válida somente para as compras feitas na bilheteria física do shopping, aberta a partir do dia 8 de abril. O desconto não é cumulativo e aplicável sobre valores de meia-entrada. Será válido durante todo o período de realização do evento. As visitações ocorrem de terça a sexta-feira, das 14h às 22h; sábados, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h. O shopping Vale Sul fica na av. Andrômeda, 227, no Jardim Satélite..
Imagine aprender, por exemplo a usar parafusadeira, serra e furadeira; consertar computadores e carros; bordar fotografias; construir um tripé; aprender ourivesaria; montar um carrinho de rolimã e até acompanhar a criação de uma escultura. Esse é o foco da "FestA! - Festival de Aprender", que ocorre nas unidades regionais do Sesc até o dia 24. Na programação, oficinas, ateliês para a família, bate-papos, feiras, vivências e demonstrações artísticas e acessíveis a todos os públicos. As atividades gratuitas propõem uma celebração do fazer criativo e da experimentação. "O FestA! é uma grande celebração do prazer em aprender. A programação variada atrai e convida diferentes públicos a virem ao Sesc fazer arte com as mãos, aprender técnicas novas, vivenciar experiências plásticas curiosas e a se desenvolver artisticamente", destacou, em nota, Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. Neste ano, a programação está dividida em quatro eixos: Cultura Digital e Hackerismo (uso de tecnologia para solucionar problemas de diferentes naturezas); Artes Visuais e Artes Gráficas (técnicas artísticas para ampliar o repertório criativo); Artesanias e Ofícios Tradicionais (que contempla práticas artesanais das mais tradicionais às contemporâneas) e Técnicas Construtivas (fabricação de objetos fazendo uso de ferramentas tecnológicas, analógicas e digitais). Agenda. Em São José, visitantes poderão descobrir que nem tudo é tão difícil quanto parece. Assim, saber como as coisas funcionam e as ferramentas que contribuem para solucionar problemas práticos estão na programação. Destaque para a oficina "Faça você mesmo: Consertos emergenciais do seu carro", com Fabíola Tomaz, no sábado (16) e domingo (17), às 10h30; e a oficina "Se Vira, Mulher! - Reparos elétricos residenciais", com Thaís Nobre, no sábado, às 10h30 (turma 1) e às 14h30 (turma 2). Já em Taubaté, o foco está nos ofícios tradicionais presentes na região. Por lá, o público poderá aprender sobre reparos manuais por meio de trabalhos que aliam a arte e a técnicas de profissionais como marceneiros, ferreiros, letristas, retratistas, ceramistas e luthiers. Haverá a oficina "Precisa-se: caligrafia de placas e cartazes", com Mauro Taschetto, no sábado, às 10h (turma 1); 11h40 (turma 2); 13h50 (turma 3) e 15h30 (turma 4); e o curso "Alfaiataria para Iniciantes", com Ateliê Vivo, entre os dias 19 e 22, das 18h às 21h. Para participar do FestA!, há três formas de acesso, dependendo de cada atividade: inscrição antecipada pelo Portal Sesc SP (já aberta); retirada de senhas no dia e local da atividade, com 30 minutos de antecedência; e livre entrada. Serviço. A agenda completa das atividades e locais onde serão oferecidas pode ser conferida pela internet no site: sescsp.org.br/festa. O Sesc São José fica na av. Dr. Adhemar de Barros, 999, Jardim Sao Dimas. E o Sesc Taubaté está localizado na av. Eng. Milton A Peixoto, 1264, Esplanada Santa Terezinha..  
Símbolos da fé estão na exposição "Cristo Rei - Cristo Redentor e A Cruz", do artista plástico português José Jorge, no Memorial da Devoção de Nossa Senhora Aparecida. São, ao todo, 12 quadros produzidos em tinta acrílica e técnica mista sobre madeira, retratando diferentes interpretações da mais importante simbologia cristã: o crucifixo. "A figura geométrica formada por duas linhas ou barras perpendiculares sempre me fascinou e habita o meu inconsciente, que também é o inconsciente coletivo da humanidade desde os seus primórdios", declarou em nota o artista. Exposto originalmente no Santuário Nacional de Cristo Rei em Portugal, o acervo veio para o Brasil no final de 2018, onde ficou em exibição até o início de março no Santuário Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro. "A história do Brasil está marcada desde o início pela presença da cruz. O primeiro nome do país foi Ilha de Vera Cruz e depois Terra de Santa Cruz", lembrou Carlos Boiça, responsável pela produção da exposição no Brasil. Depois de Aparecida, a mostra segue para o Museu de Arte Sacra de São Paulo, e, no início de 2020, será levada para compor uma exposição no Vaticano. Interatividade. Como uma forma de incentivar as pessoas a se expressarem de forma artística, José Jorge oferece na mostra pequenas telas para que o público possa desenhar ou deixar uma mensagem. A mostra fica em cartaz até o dia 12 de abril. Ingresso para o Memorial: R$ 18..  
O legado de compositores da velha guarda do choro de Taubaté acaba de ganhar registro inédito em CD com 12 faixas. Trata-se de uma iniciativa do projeto cultural "Viva do Choro", do Clube do Choro Waldir Azevedo. O projeto, fruto de uma pesquisa realizada pelo músico Rogério Guarapiran, fundador do grupo, conta ainda com seis shows gratuitos que serão realizados na região. O primeiro deles ocorre nesta quarta-feira (13), em São José, às 20h, no Museu Municipal (pça. Afonso Pena, 29). Sobre o palco, o grupo taubateano dividirá os microfones com os joseenses do Conversa Afiada. Juntos eles apresentarão clássicos do choro e chorinhos autorais compostos pelo músico Marcos - conhecido como Marquinhos Sun - em homenagem a músicos da cidade. A apresentação conta ainda com participações especiais de João Silva (bandolim) e Júlio César Batista (violão). No dia 30, será a vez de Jacareí receber o espetáculo, às 16h30, na Sala Mário Lago. O convidado é o grupo Chorinho na Rede. Em abril, o show circula pelas cidades de Guaratinguetá e São Luiz do Paraitinga; em maio será a vez de Pindamonhangaba e Taubaté. Cavaquinho e pandeiro. O álbum que acaba de ser lançado é instrumental e preenche uma lacuna histórica ao resgatar, valorizar e difundir obras de autores regionais que atuam desde a década de 1960 na música. "Há uma mobilização de resgate do choro que vem se alastrando pelo país, então resolvemos aderir. Começamos a pesquisa em 2014 e, no meio do caminho, surgiu a ideia de fazermos um CD como homenagem para os diversos grupos que encontramos", contou em nota Guarapiran. "Acreditamos que esse registro é de grande relevância cultural para a valorização, difusão, preservação e o resgate de obras artísticas de autores regionais", continuou. Entre os compositores presentes no disco estão os septuagenários Humberto dos Santos, Guido Malheiro e Benedito Barbosa da Cruz; e músicos já falecidos, como João Fernandes-Peixinho e Renato da Silva. Chorões experientes, como o Maestro Roberto Vinagre e Nico Ferreira também cederam algumas canções. E, completando o projeto, Claudio Rogerio Ferreira, Rogério Guarapiran e João Oliveira, que compuseram um frevo especialmente para o projeto; e o flautista fluminense Antônio Rocha, que fez um choro dedicado à Taubaté. O projeto "Viva o Choro de Taubaté" foi contemplado em 2018 pelo ProAC, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo..