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A Justiça Federal de São Paulo suspendeu nesta sexta-feira a assembleia dos acionistas da Embraer marcada para a próxima terça-feira, em São José dos Campos. Cabe recurso à decisão. A fabricante brasileira convocou os acionistas para votar no plano de formar uma joint venture com a companhia norte-americana Boeing, que deterá 80% da aviação comercial da Embraer no novo negócio. Em liminar, o juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível de São Paulo, suspendeu a realização da assembleia "até que as irregularidades legais apontadas sejam esclarecidas", como apontou na decisão. A decisão foi dada no âmbito da ação civil pública que os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Araraquara, Botucatu e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos movem contra o negócio. No começo de dezembro, Giuzio Neto já havia concedido outras duas liminares suspendendo o acordo entre as fabricantes. As duas liminares foram revogadas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. "Exigimos transparência, não dá para a Embraer manipular dados, tem consequências. Vamos continuar lutando até cancelar o negócio. Não é joint venture, mas cisão com aquisição", disse o advogado Aristeu César Pinto Neto. OUTRO LADO Procurada, a Embraer confirmou que vai recorrer. "A Embraer buscará os recursos cabíveis para manter a realização da Assembleia Geral Extraordinária na data para a qual os acionistas foram convocados". A empresa defende o negócio e o chama de "parceria estratégica", vital para futuro da companhia. 'Nova' Embraer poderá concorrer com 'velha' Embraerna aviação executiva O acordo entre Embraer e Boeing abre a chance de a joint venture entre ambas, que absorverá a aviação comercial da primeira, concorra com a "velha" Embraer no mercado de aviação executiva. Divulgado pela empresa para a assembleia dos acionistas, o "Manual e Proposta da Administração para Participação na Assembleia Geral Extraordinária da Embraer" diz que as duas companhias --joint venture e "velha" Embraer-- podem desenvolver juntas aeronaves civis de até 50 lugares, mercado da aviação executiva. Mas também separadas. A Embraer não comenta cláusulas do acordo.. Após aprovar acordo, governo Bolsonaro questiona empresa sobre futuro do KC-390 O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pode reanalisar o acordo comercial entre a Embraer com a Boeing antes da assembleia dos acionistas da empresa, marcada para a próxima terça-feira. Segundo fontes, o mandatário estaria preocupado com questões sensíveis sobre o negócio. A principal delas seria a possibilidade de transferência da produção do jato multimissão KC-390 para os Estados Unidos. O avião é montado na planta de Gavião Peixoto (SP). Haveria também a chance de a propriedade intelectual do projeto do KC-390, que é da Força Aérea Brasileira, ser passada para uma nova empresa controlada pela Boeing. Ambos os temas constam de documento assinado pelas duas fabricantes. A sede da joint venture que vai abrigar o KC-390, da qual a Embraer terá 51%, foi definida para Delaware, nos EUA. Na última quinta-feira, o ministro da Defesa, general do Exército Fernando Azevedo e Silva, visitou a Embraer em Gavião Peixoto. Ele também faria uma escala em São José dos Campos, que acabou cancelada.  
A audiência de conciliação entre a Prefeitura de São José dos Campos e o MP (Ministério Público), promovida pela Justiça para discutir a construção do Arco da Inovação, terminou sem acordo nesta sexta-feira. A reunião, que aconteceu no fórum da cidade, durou mais de cinco horas. Uma nova audiência foi marcada para o dia 14 de março. No encontro, a prefeitura prestou informações à Justiça referentes à construção da ponte estaiada que está sendo construída na zona oeste da cidade. Todos os dados serão analisados pela Justiça. A audiência foi marcada depois que o Tribunal de Justiça negou o recurso da gestão municipal que pedia a retomada das obras. A suspensão da obra foi determinada pela 1ª Vara da Fazenda Pública na semana passada, seguindo o pedido de uma ação protocolada pelo MP. De acordo com o promotor Gustavo Médici, a obra não segue os interesses da sociedade civil, uma vez que só atende as necessidades de transporte particular. O MP também critica a falta de diálogo com a população sobre a obra e que a ponte não resolveria os problemas viários da região. OUTRO LADO. A Prefeitura de São José defende que a obra segue os interesses públicos e é a melhor alternativa para os problemas de trânsito naquela região. Obra do Arco da Inovação completa mais de uma semana parada na região Oeste A obra da ponte estaiada completou mais de uma semana parada. A suspensão aconteceu na quinta-feira passada, quando o juiz Silvio José Pinheiro dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública decidiu acatar o pedido do MP. Contudo, a Justiça permitiu que a empreiteira Queiroz Galvão fizesse obras necessárias de segurança no canteiro da construção.  
Sem nenhuma proposta no ano passado, o leilão das Torres da Argon será modificado pela Prefeitura de São José dos Campos. O governo Felicio Ramuth lançou no fim de outubro do ano passado o edital para venda dos dois prédios abandonados na orla do Banhado, região central da cidade, mas não teve nenhum interessado. Agora, o tucano pretende aprimorar o edital. A prefeitura tem contrato com a Superbid, empresa especializada em leilões de grande porte por todo o Brasil, que será responsável pela condução do processo das torres. Inicialmente, o Poder Executivo lançou o leilão para 5 de novembro, com valor inicial de R$ 8,663 milhões para as duas torres. Após os 18 dias até a data para propostas, não houve interesse. O governo chegou até a estender o prazo, mas não encontrou compradores. Por enquanto, ainda não há prazo para o lançamento do novo edital, e nem informações se a prefeitura fará alterações no valor. IDEIA. O projeto do governo Felicio era de que a verba arrecadada com a venda seja utilizada na ampliação de projetos de tecnologia e principalmente habitação no município -- grande parte ao programa Casa Joseense, que dá crédito a moradores da cidade para viabilização de moradia própria. Cada uma das torres possui 17 pavimentos. Quando prontas, terão um andar para projetos de startups da cidade. A novela das Torres da Argon se estende desde o início da década de 90, quando a construtora faliu e abandonou os prédios. Dos quatro, dois já foram leiloados, reformados e desde 2015 contam com moradores, por meio do programa Minha Casa Minha Vida. As unidades foram vendidas entre R$ 177 mil e R$ 190 mil..
Os vereadores de Taubaté somaram 86 faltas não justificadas nas sessões realizadas em 2018. O número é exatamente o mesmo registrado em 2017. No entanto, o número de sessões realizadas em 2018 foi menor: foram 65, ante 71 no ano anterior. Ou seja, a cada 10 sessões realizadas em 2018, foram registradas 13 faltas. E, a cada dez sessões em 2017, foram 12 ausências não justificadas. O balanço foi feito pela reportagem com base nos dados divulgados pela Câmara em seu site oficial. Foram somadas as sessões ordinárias, extraordinárias e solenes. O levantamento leva em consideração os registros de presença de 18 vereadores, excluindo o ex-vereador Noilton Ramos (PSL), que deixou o Legislativo em outubro de 2018, e Adauto da Farmácia (PPS), que o substituiu. O regimento interno da Câmara estabelece que é obrigação dos vereadores "comparecer nas sessões legislativas". O texto prevê razões que podem justificar ausências: nojo e gala (por até oito dias), doença (com atestado) ou por viagem a serviço da Câmara. No entanto, o vereador não tem o salário descontado em caso de faltas. A única punição prevista no regimento é a cassação do mandato, mas isso só seria aplicado se o parlamentar deixasse de comparecer a pelo menos um terço das sessões ordinárias do ano. E essa conta só vale para as ausências não justificadas. Nenhum vereador atingiu esse patamar. RANKING. Dos 18 vereadores avaliados, apenas três compareceram a todas as sessões realizadas no ano passado: Jessé Silva (SD), Loreny (PPS) e Neneca (PDT). Outros três parlamentares registraram mais de 10 faltas não justificadas em 2018. O líder foi João Vidal (PSB), que teve 15 ausências sem justificativa no ano passado. Ele também havia sido o vereador com mais faltas em 2017, com 14 registros. Na sequência aparece a vereadora Graça (PSD), com 13 faltas. Ela também havia sido a segunda parlamentar com mais ausências em 2017 (13). Douglas Carbonne (PCdoB) completa o trio dos mais faltosos, com 11 ausências. Juntos, Vidal, Graça e Carbonne somaram 39 faltas. Ou seja, o trio representou 45% de todas as ausências registradas no ano passado. Procurados pela reportagem, os três não quiseram se pronunciar. O ranking de faltas de 2018 ainda tem: Digão (PSDB) e Nunes Coelho (PRB), com sete; Bilili (PSDB) e Guará Filho (PR), com seis; Alexandre Villela (PTB), com cinco; Gorete Toledo (DEM),com quatro; Boanerge dos Santos (PTB) e Orestes Vanone (PV), com três; Diego Fonseca (PSDB) e Vivi da Rádio (PSC), com duas; e Dentinho (PV) e Bobi (PV), com uma cada..  
Nove entre cada 10 pacientes com anorexia são mulheres que sofrem com esse distúrbio de imagem que faz o paciente se sentir acima do peso mesmo quando não está, o que causa uma alimentação restrita que chega a ameaçar a vida. A bulimia --quando a pessoa vomita o que ingeriu para não engordar, também é mais frequente no sexo feminino. Segundo um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, os distúrbios alimentares têm crescido na vida das jovens do estado de São Paulo. 77% das jovens podem desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar. Entre as garotas abordadas pela pesquisa, 46% afirmaram que mulheres magras são mais felizes e 55% adorariam acordar magras. Aos 12 anos, a pesquisadora Milena Peres começou a descobrir seus transtornos alimentares. Desde então, ela luta contra a bulimia. Em 2018, escreveu o livro 'Meu corpo merece respeito' e desenvolveu uma pesquisa com um grupo de garotas com faixa etária de risco dos transtornos --dos 13 aos 17 anos, em São José e constatou que as redes sociais estão diretamente ligadas aos distúrbios. "Elas me falaram coisas muito fortes, que não se acham bonitas e que ficar nas redes faz com que tenham vontade de emagrecer. Existem blogs e comunidades que cultivam o transtorno e apoiam as meninas a ficarem doentes, por muitos anos eu pesquisei e passei por isso", afirmou. Aos 14 anos, Larissa Justo começou a ter dificuldade para se alimentar e foi diagnosticada com anorexia. A joseense, hoje com 33 anos, chegou a pesar 38 quilos e viu a doença ameaçar o funcionamento de seu sistema fisiológico. "O fato de ter a comida no prato me irritava extremamente, eu olhava na balança e não via 38 quilos, eu vigiava meu peso várias vezes por dia", contou Larissa. A bulimia começou a assombrar Monique Teixeira, de 32 anos, quando ela ainda tinha 13 anos. Mas foi aos 19 que ela iniciou o período mais crítico da doença, no qual chegou a vomitar 7 vezes em um só dia. Para ela, os padrões de beleza estão diretamente ligados aos transtornos. "Os padrões nos atingem. Os corpos femininos são doutrinados. Isso me fez associar a minha magreza à minha capacidade de realizar as coisas", explicou Monique. Após sofrer com transtornos alimentares, nutricionista de São José lança livro Nutricionista de São José, Nathália Petry viveu seis anos de transtornos alimentares. Ela sentiu na pele os três principais transtornos alimentares --anorexia nervosa, bulimia e Tcap (transtorno de compulsão alimentar periódica). "Existe o preconceito de que nutricionista não pode ser gorda, com isso eu desenvolvi a anorexia, quase enfrentando uma internação e logo após migrei para a bulimia, que é algo recorrente nas pacientes", conta. Em 2018, Nathália escreveu o livro 'Impasse com a comida', onde busca trazer reflexões sobre comportamento alimentar. "No livro falamos sobre os motivos para não fazer dieta e sim manter a paz com a comida, parar de vilanizar o alimento", disse. São José possui 19 UBS com atendimento nutricional A rede pública de saúde possui atendimento nutricional em 19 UBS (Unidade Básica de Saúde), o que representa quase 50% da cobertura. Os casos de transtornos alimentares são tratados na rede com prioridade, de acordo com a nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde, Elizabeth Bismark, o prazo para atendimento é de 30 dias. "Classificamos os transtornos alimentares como de grave risco, por isso eles são tratados com urgência", afirmou Elizabeth.
Após três meses de suspensão da revisão do Plano Diretor em Jacareí, o impasse pode estar próximo de ter um desfecho. Na última quinta-feira, o governo Izaias Santana (PSDB) apresentou uma petição no processo judicial em que se compromete a atender todos os pedidos feitos pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público na proposta de acordo. A proposta, encaminhada pelos órgãos durante a semana, reúne mais de 15 indicações de procedimentos considerados necessários para que a revisão seja efetivada de forma adequada. Um dos principais apontamentos apresentados pela Defensoria e pelo MP trata da criação de um grupo de trabalho para integrar a coordenação da continuidade do processo de revisão. O grupo deve ser composto por um representante da academia, outro de movimentos populares em defesa do direito da cidade, além de representantes de entidades da classe trabalhadora, de lideranças comunitárias, de sociedades de amigos de bairro, ONGs e da Câmara Municipal. O trabalho do grupo deve contar com periodicidade, levantamentos e votação interna dos encaminhamentos apresentados. A lista ainda conta com sugestões para a área de publicidade, prega a realização de seminários e oficinas para os agentes de planejamento e de audiência pública para a apresentação e escolha de delegados que atuarão no processo de votação das propostas que seriam agregadas à revisão do Plano Diretor, que terá uma conferência temática. Somente após o cumprimento de todos os passos, a proposta seria encaminhada pelo prefeito para o Legislativo. Agora, os órgãos aguardam a decisão que pode restabelecer a realização do procedimento, suspenso em novembro pelo Tribunal de Justiça..