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Muitas pessoas gostam de acampar na praia. Mas, para tanto, é preciso seguir algumas regras para não infringir a lei. Em Ubatuba, por exemplo, o camping é permitido em áreas particulares e reconhecidas pelo município, dotados de um mínimo de infraestrutura como água, luz e banheiro aos campistas, de acordo com a lei municipal 1360, de 1994. Por outro lado, muitas pessoas praticam o chamado campismo selvagem, o que é proibido em todo o estado de São Paulo através do decreto estadual 52.388, de 13 de fevereiro de 1970, que proíbe a prática, além do churrasco nas praias em todo o litoral do estado. "O que vem ocorrendo ao longo de nosso litoral é o campismo selvagem, configurando não só uma contravenção, mais acúmulo de lixo, depredação de vegetação para fogueiras e até mesmo, como já visto, incêndio na mata. Somamos ainda o uso de espaços naturais como banheiros públicos e banhos em pequenos rios com sabonetes e outros produtos, sem contar a utilização dos mesmos como pias para higiene dos utensílios de cozinha", alerta ao OVALE o diretor de Turismo de Ubatuba, Marcos Roberto dos Santos. "Temos praias como Sapê, Perequê-Mirim, Prumirim, Ubatumirim, Puruba e Cambury com campings regularizados (áreas particulares)", ressalta o diretor sobre as áreas onde o campismo é permitido. FISCALIZAÇÃO. No início do ano, a prefeitura promoveu ofensiva onde sete barracas de campistas, além de itens como churrasqueiras, foram retiradas das praias do Simão e do Cedro, no dia 19 de janeiro, como resultado de uma ação coordenada de fiscalização do campismo selvagem que reuniu as secretarias de Meio Ambiente e de Turismo, a Guarda Municipal, a Comtur (Companhia Municipal de Turismo) e as Polícias Militares ambiental e marítima. "O cidadão não pode alegar desconhecimento das leis. Houve um caso em que um indivíduo estava usando a placa de 'proibido acampar' como suporte para varal. Trata-se de uma total falta de respeito com nosso meio ambiente que combateremos de forma intensiva", destaca Wilber Cardozo, secretário de Meio Ambiente de Ubatuba. O camping em Ubatuba só é permitido em locais regulamentados pelo município. Para os amantes do turismo ecológico, é recomendada a contratação de um dos mais de 80 guias de turismo credenciados junto ao Ministério do Turismo, que poderão orientar as trilhas e os locais onde é permitida a prática de camping de pernoite, tais como os quintais das casas de moradores. "Essa é uma forma de estimular o turismo de base comunitária", explica Marcos Roberto.
Ilhabela tem 32.197 habitantes, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2015. Por ano, a cidade recebe cerca de 500 mil turistas. Receber tantos turistas acaba impactando na estrutura da ilha, que inclusive enfrenta problemas de superlotação das balsas em feriados e alta temporada - os usuários chegam a ficar sete horas na fila. Assim, em janeiro, os vereadores Luiz Paladino de Araújo, o 'Luizinho da Ilha' (PSB) juntamente com Anisio Oliveira (DEM), Nanci Zanato (PPS), Valdir Veríssimo, (PPS), Cleison Guarubela (DEM) e o presidente da Câmara Municipal de Ilhabela, Marquinhos Guti (DEM), protocolou em janeiro um projeto de Lei que visa aumentar em 500% o valor da TPA (Taxa de Preservação Ambiental) cobrada de quem visita o arquipélago e paga na saída. Atualmente, por exemplo, a taxa para quem vai à ilha de carro custa R$ 7,50 e passaria para R$ 45; moto de R$ 3 para R$ 18; veículos de excursão como vans de R$ 30 para 180 e ônibus de R$ 57 para 342. Os moradores de Ilhabela são isentos da taxa. De acordo com Luizinho, o objetivo principal é minimizar os problemas vivenciados no município com o aumento da população seja de veranistas, turistas de meios de hospedagens ou de um dia. "Temos problemas com aumento da geração de lixo, contaminação da água das cachoeiras e das praias, degradação da flora e fauna local, aumento da demanda de energia elétrica, aumento da utilização e da necessidade de abastecimento de água potável e redução da qualidade do ar em consequência do aumento do tráfego de veículos, mas são apenas alguns dos impactos negativos gerados pelo fluxo crescente de pessoas em Ilhabela", explicou. A propositura ainda deve ser lida durante sessão Ordinária e encaminhada para análise das Comissões Permanentes da Câmara e só depois ir para votação no plenário. NA ESPERA. O prefeito Márcio Tenório (MDB) disse que respeita o Poder Legislativo e que ainda aguarda receber a proposta para analisar. "Respeito a Câmara Municipal e suas iniciativas. A nossa gestão está avaliando com o Jurídico essa proposta. Defendo valores diferentes para o morador e turista. Analisarei o projeto quando ele chegar ao Executivo, visto que ele ainda não foi entregue pela Câmara à Prefeitura", afirmou, Tenório, através da assessoria de imprensa..