São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Home
January 6, 2017 - 13:47

Em estatuto, PCC diz que o sangue é pago com sangue

Presídio de Manaus

Foto:Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas/Divulgação

Ao falar de ataques dos ‘inimigos’, código de regras da organização é taxativo: ‘vida se paga com vida’; Ministro diz que mortes de presos em Roraima foram 'acertos de contas interno' da facção

Redação
São José dos Campos

Depois do massacre ocorrido em Manaus, integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) já planejam um duro contragolpe aos seus rivais, responsáveis pela execução de 56 presos no Amazonas, com a maioria das vítimas pertencentes ao grupo paulista.

O massacre foi comandado pelo FDN (Família do Norte), que tem estreita ligação com a facção carioca CV (Comando Vermelho), e foi motivado pela disputa do lucrativo mercado de venda de drogas no estado. A matança foi a segunda maior do sistema, tendo ocorrido entre os dias 1 e 2 deste mês.

Em seu estatuto, atualizado no começo desta década, o PCC é taxativo sobre qual é o procedimento que adotará na hipótese de ser tornar alvo de ataques dos ‘inimigos’: ‘vida se paga com vida. E sangue se paga com sangue’, prega o 18º e último parágrafo do ‘documento’, que disciplina a atuação do grupo.

“Quando algum ato de covardia, extermínio de vida, extorsões (...), estiver ocorrendo na rua ou nas cadeias por parte dos nossos inimigos, daremos uma resposta à altura do crime, se alguma vida for tirada por parte dos nossos inimigos, daremos uma resposta a altura do crime, se alguma vida for tirada com estes mecanismos pelos nossos inimigos. Os integrantes do Comando que estiverem cadastrados na quebrada do ocorrido deverão se unir e dar o mesmo tratamento que eles merecem. Vida se paga com vida. E sangue se paga com sangue”, diz o texto.

Nascida em Taubaté, na Casa de Custódia, em 31 de agosto de 1993, a organização tem expandido sua área de atuação e hoje se encontra presente em todos os estados brasileiros e ainda em países vizinhos, como Paraguai e Bolívia.

Roraima. O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, disse que as mortes de pelo menos 33 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na zona Rural de Boa Vista (RR), foram resultado de um acerto de contas entre integrantes da mesma facção, o PCC.
Moraes negou que as mortes sejam "uma retaliação" do PCC a facção FDN.

“Dos 33 mortos, três eram estupradores e os demais eram rivais internos que haviam traído os demais. na linguagem popular, trata-se de um acerto de contas interno”, disse o ministro, ao ressaltar que o caso é grave.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade

Brasil

Mundo