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February 1, 2017 - 06:06

EDITORIAL: Prisões na região - 01/02

Polícia prende mais de 10 mil em um ano e crime continua avançando

Enxugar gelo.
Expressão popular, essa conhecida frase é usada coloquialmente quando fazemos referência a alguém que dedica seu esforço e tempo a uma atividade meramente paliativa, uma ação que não consegue atingir seu objeto pleno. Pois bem, no Vale do Paraíba as forças de segurança pública estão enxugando um iceberg, isso sim.

Reportagem publicada mostra o número de prisões efetuadas pelas polícias Civil e Militar na RMVale, a região recordista em violência no Estado, em 2016. Foram aproximadamente 10.730 suspeitos presos -- entre flagrantes e mandados judiciais. Dá mais do que 20 CDPs de São José lotados -- a capacidade é de 525 detentos.

O total de prisões é maior do que a capacidade do sistema penitenciário valeparaibano (10.490 vagas), já superlotado.  E não é só. É preciso ainda manter um olho no gato, outro no peixe.

Além dos adultos, as forças de segurança apreenderam 1.940 infratores na região em 2016. Esse número é capaz de lotar até 35 unidades da Fundação Casa -- cujo modelo novo tem capacidade para 56 jovens. Mas um dia é da caça, outro do caçador.

Os números mantém a mesma média que a polícia apresentou em 2015, porém a violência cresceu. Em 2016, tivemos o recorde de homicídios no interior paulista (428 vítimas), batemos capital e Grande S. Paulo na taxa proporcional de casos, registramos recorde histórico de roubos e de furto de veículos. São números oficiais.

E isso enquanto o Estado comemora a sua menor taxa de homicídios em 16 anos. Por que logo o Vale, que é a região do governador Geraldo Alckmin (PSDB), está na contramão da segurança? Será que em casa de ferreiro o espeto é de pau?

Fato é que não adianta chorar sobre o leite derramado. Deus ajuda quem cedo madruga. É preciso trabalhar. Plantar verde para colher maduro. O Vale necessita de investimentos. Deve virar prioridade. Só assim vai deixar o topo da ranking da violência.
A esperança é a última que morre.

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