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February 15, 2017 - 17:28

Dom de Oliveira - Memórias de uma turnê independente pelo Sul

Dom Pescoço

Foto: Divulgação



Buenas! Sou Dom de Oliveira, produtor da Dom Pescoço, banda completamente independente nascida na cidade de São José dos Campos, Vale do Paraíba, leste do Estado de São Paulo. Somos quatro músicos e trabalhamos há três anos dentro da cena autoral de nossa região.

Já tocamos em vários locais nas cercanias, shows memoráveis, palcos variados e a formação local de um público bacana que nos segue e, principalmente, soma e torce por nós. Seguimos pela nossa lida de composições, ensaios, criação de arranjos, trabalho com produção  – feita por nós, sempre. 

Mais a produção musical em estúdio, disco, produção de conteúdo para site, redes sociais, assessoria de imprensa e todo o trabalho diário para transformar a Dom Pescoço em uma real empresa autossustentável. Daquelas que consiga se manter. Arcando com seus custos fixos empresariais e em consequência os nossos pessoais, pois que cada músico tem, como: moradia, alimentação, a cerveja sagrada diária e por aí vai.

No entanto, percebemos que trabalhar com música é muito interessante. Sua empresa acaba sendo quase excepcional, pois vai além da venda de nossos produtos, como discos, camisetas, imãs, adesivos. Nós individualmente e em grupo somos ela também. Nossa presença prestando serviços musicais – shows - acaba sendo tão ou mais importante para seguir vendendo a própria banda e seus produtos.

Com isso, a necessidade de seguir variados caminhos. Buscar novos mercados e novos públicos, por exemplo, nos faz ter de viajar, sair, fechar shows nos mais variados e distantes lugares. Assim já tocamos em várias cidades do Estado de SP e sul de MG, em festivais variados, programas de TV, eventos e tudo muito importante e valoroso para nos agregar notoriedade pública.

Como todas as bandas que já tem um pouco de estrada, sentimos a necessidade de ir mais longe. Rumar para Estados e cidades desconhecidas. Nas reuniões que nossos ensaios se transformam, decidimos que a melhor opção era sairmos em turnê, totalmente independente e de um mês de duração, rumando para o sul do país.

Janeiro de 2017 era um mês livre e perfeito para viajar. O nordeste era uma opção forte, mas as distâncias nordestinas em relação ao sudeste e o alto custo que teríamos nos fizeram ponderar e concluir que ir para o sul seria o mais barato e sensato aquele momento. Essa decisão conjunta se deu no meio do segundo semestre de 2016. Em novembro o mês efetivo de se planejar e fazer a pré-produção da turnê que chamaríamos “Temperar Sul”.

Como produtor da banda, me debrucei a buscar locais e shows remunerados, traçando a rota e fazendo contatos. Foi super trabalhoso! Comecei quase do zero, pois contatos firmes e certos quase não havia. Foi um mês inteiro pesquisando, trabalhando diariamente e descobrindo que a internet é a ferramenta fundamental para termos conseguido - com sucesso - fechar este rolê.

Planejar e executar uma viagem assim era insuperável, talvez impossível até então. Por nunca termos ido ou feito e por não ter ninguém experiente no assunto dedicado a nos produzir. Mas fizemos! E, sim, deu tudo certo! Por isto estas memórias: para encorajar mais produtores independentes e bandas a desbravarem novos mercados, a formar novos públicos e fomentarem mais e mais bandas a fazerem suas próprias turnês. Este texto não é um manual de como fazer, mas um relato memorial encorajador do que aconteceu.

Feito!
É preciso entendimento: um mês inteiro fora, se mais ou se menos, é um tempo ausente de casa, distante. Querer viver de sua música, de sua banda, de turnês, é ter entendimento que este caminho das viagens e distância física é necessário e indispensável. Ter família, amigos e demais pessoas que você ama ao lado nos apoiando é fundamental. Todos da Dom Pescoço entendemos a necessidade de cultivarmos este entendimento e com sucesso jogamos a cara ao mundo: “de alma aberta e o coração cantando”, parafraseando Mário Quintana em A Verdadeiro Arte de Viajar.

Dom Pescoço.


A PARTIDA. E chegou o momento. O roteiro que a Dom Pescoço fez, saindo de São José dos Campos/SP, foi:  Curitiba-PR, Florianópolis-SC, Içara-SC, Caxias do Sul-RS, Esteio-RS, Caxias do Sul-RS, Porto Alegre-RS,  Santa Maria-RS, Pelotas-RS, Araranguá-SC, Curitiba-PR, Içara-SC, Curitiba-PR, São José dos Campos-SP(chegada).

 Numa viagem dessas os custos são altos e toda a possibilidade de economia deve ser seriamente levada em conta e buscada. Nós conseguimos hospedagem solidária em todos os lugares que tocamos e pernoitamos. Sem essas parcerias, definitivamente, não haveria turnê. Neste momento pensamos: como tem muita gente bacana disposta a lhe ajudar! Abraçar com carinho uma banda em seu desbravamento. Reflito que, acima da questão mercadológica, levamos música e arte aos locais que tocamos, levamos nosso amor e temos uma contrapartida financeira que apenas faz a turnê acontecer.

Acaba se tornando uma parceria importante de gentilezas. Por todo mundo que nos hospedou, nossa mais profunda gratidão. Muito bacana que nestes pernoites acabávamos sendo convidados para jantares, almoços e cafés da manhã. Convites que nos ajudaram demais na economia e conclusão positiva da viagem.  Nos outros dias aproveitávamos para fazer compras e também oferecer almoços e jantares aos nossos anfitriões e anfitriãs, era uma troca. Havia dias que a produção local nos pagava hospedagens em hotéis da região, o que já aproveitávamos para economizar no café da manhã, que teria que valer por um lanche da tarde também.

ALIMENTAÇÃO
Aliás, nossas despesas com alimentação eram bem altas. Multiplicadas por quatro músicos gastamos por volta de 1500 reais no período só para alimentar uma ou duas vezes por dia toda a banda. Custavam uns 60 reais diários. O acordo era que os músicos bancassem uma refeição própria do dia, as outras despesas com alimentação eram bancadas pelo dinheiro destinado à banda. Pensávamos que fazer compras no supermercado seria sempre o mais sensato, no entanto, a lida de shows nos cansava muito e optávamos por procurar restaurantes baratos. Fora isso, apesar de barato e rápido, ninguém aguentava mais comer macarrão todos os dias.

Dom pescoço.

SHOWS. No quesito espetáculos, foram várias as casas que passamos.  Em Curitiba tocamos duas vezes – primeiro e último dias da turnê -  na Bicicletaria Cultural, um espaço de resistência voltado à cultura da bicicleta e que abre para as mais variadas discussões e iniciativas. O foco é a bicicleta, mas o âmbito cultural é amplo.

O público compareceu em quantidade tímida nas duas oportunidades que fizemos, mas todos embarcaram na nossa vibe irreverente e musical animada. Foi bacana! De Curitiba o que mais nos chamou a atenção foi a presença de um POSTE POLICIAL (oi?!) ao lado da Praça do Ciclista, em frente ao local do show. Sim, um poste policial! Ele fica estrategicamente em frente a uma rua do centro antigo onde a juventude curitibana se encontra, no mais autêntico fluxo. O poste era cheio de câmeras, tinha giroscópio e vociferava com as pessoas: - “ATENÇÃO! ATENÇÃO! Parem já de fazer o que estão fazendo. A Guarda Municipal está sendo encaminhada para este local”. Meio bizarro, em contrapartida a galera de Curitiba que colou nos shows e que conhecemos nós curtimos muito. Todo mundo muito gentil e amável. Massa!

Próximo show foi em Floripa/SC, no Primeiro Festival Saravá de Cultura Independente. Muito bacana! Tocamos ao lado de BIKE e Skrotes, bandas que curtimos muito. Público bacana e Festival acontecendo dentro do Hostel Che Lagarto, ao lado da Lagoa da Conceição. Floripa é sempre maravilhosa em tudo, exceto o trânsito que estava completamente parado no verão, chegamos a ficar quase quatro horas para andar 5km na região da lagoa. Curtimos a Praia Mole para relaxar. Lugar lindo demais!

Em seguida foi em Içara/SC, ao lado de Criciúma, na Casa Colher de Chá. Tocamos duas vezes também, a segunda vez fomos convidados por eles para musicar a festa Odoyá – Festa de Iemanjá. Lugar incrível, um barracão de madeira, bem no estilo rural, mais afastado da cidade, num ar mais campeiro. Amplo espaço e gente bacana demais. Público compareceu e foi bem animado tocar lá. Fizemos geral fazer uma ciranda no local. Lindo, linda ver a galera do sul dançando ciranda.

Dom pescoço

Depois seguimos para Caxias do Sul, já no Rio Grande do Sul.  No caminho aproveitamos para conhecer Cambará do Sul, terra dos Cânions. Dói presenciar! O Parque Nacional Aparados da Serra estava sem funcionários, segurança e abandonado pelo “Desgoverno Federal Golpista” desde outubro de 2016. Só não está fechado pois a galera da cidade de Cambará o ocupou e o reabriu aos visitantes, cuidando-o. Bonito ver a população ocupando os espaços públicos! Terrível ver o quão nefasto o pensamento soberbo mesquinho carregado de ódio e ignorância alastra-se pela política e meios de comunicação em detrimento do que é bem público e cultura. Hoje explica-se o óbvio. Ocupar e resistir! Parabéns, Cambará!

Já em Caxias do Sul tocamos em dois locais, a Cachaçaria Sarau, que nos abriu as portas para um show com pouco público. Ainda assim tocamos com muito amor e quem foi viu que a gente não brinca com isso. Se para duas ou 2 mil, o amor e vibração da Dom Pescoço é mesma.

Dois dias depois tocamos novamente na cidade, agora na Casa Paralela. Neste show o público compareceu em peso, era reabertura dos trabalhos da casa e foi animado demais tocar lá. Galera aproveitando cada minutinho de nossa música para dançar, suar e se divertir. Foi massa! Conhecemos uma galera bacana demais, inclusive do incrível Honey Bomb Records, umas das grandes referências sulistas em questão de selo musical voltado à galera da Cena Independente. Bacana! No outro dia fomos num evento que a galera da cultura de Caxias fez na rua. Bandas tocando literalmente no meio da rua. Fechamos o dia tomando cerveja Polar e ouvindo boa música. Passagem por Caxias foi bem massa!

Dom pescoço.

Chegamos a Esteio/RS e descobrimos um mundo incrível quando nos deparamos com o Música da Casa Verde, espaço cultural onde fomos tocar. Lá o foco é a música! Todo mantido por músicos, formando um coletivo onde se ouve muito vinil – que maravilha!

Com estúdio de ensaio e gravação, onde a criação de um selo musical está nos planos e a música e produção musical fervem. No quintal, um espaço propício para eventos musicais e foi lá que fizemos a abertura dos trabalhos do ano da casa, fomos o primeiro do ano. Galera compareceu em peso e fizemos um show muito animado, com participação do público e direito a várias jams com os músicos presentes. Foi bem bacana! Ao final de nossa estadia fomos convidados a gravar um single e que lançaremos em breve. Música nova, novas arranjos e muitos elementos interessantes. Gostamos!

Dom Pescoço.

Em Porto Alegre tocamos no Espaço 512, cidade baixa. Um público pequeno já estava no local e nossos novos amigos e amigas de Esteio vieram em peso nos ver. Ficamos felizes e foi um bom show. Aparelhagem bacana e diálogo aberto com a produção do local. Pode parecer algo óbvio, mas espaços culturais de médio e grande tamanho não dialogam com todos que entram em contato. Receber nenhuma resposta dos mais variados locais é praxe no mercado, infelizmente.

Acredito que seja um total desrespeito e desconsideração com clientes, internos ou externos. Lembro de trabalhar no SESCP SP e que havia uma regra clara e que me ensinou demais a ser uma melhor pessoa, incluso profissional: temos a obrigação de responder todas as mensagens que nos chegam, como respeito as pessoas que nos escrevem e como civilidade. Perdi a conta de quanto tempo eu tirava para responder a todo mundo que me escrevia, ainda que educadamente para lhe dizer não, fosse esse o caso. O Espaço 512 sempre respondeu e nos tratou muito bem.

Além disso, em Porto Alegre tivemos a oportunidade de gravar o Programa Radar, da TVE RS. Espaço em TV Pública que dá ampla abertura a bandas e artistas da Cena Independente local e brasileira que esteja passando pelo RS.

A TVE é mais uma emissora pública que está a perigo de não mais existir por iniciativa de atuais poderes executivos estaduais – neste caso, o gaúcho - que não lidam bem com a coisa pública e preferem pensar em extinguir programas e políticas voltadas à cultura do que pensar estratégias para a manutenção dessas riquezas populares. Mais fácil fechar e acabar com tudo do que raciocinar soluções. O quão infeliz será um povo sem amplo acesso à cultura e arte, partes fundamentais da saúde, educação informal, pensamento crítico e bem estar da população. Vida longa à TVE RS!


Chegou a vez de Santa Maria/RS. A viagem foi tensa. Tensa por vários aspectos, mas o que mais nos pegou profundamente foi a atmosfera da tragédia da Boate Kiss. Encarei particularmente e com sinceridade este show como algo espiritual. Tocamos bem no dia em que fez 4 anos da tragédia. Foi tenso apesar da leveza dos ares. Eu particularmente queria muito tocar na cidade e conseguimos - pensamento vira coisa. E toquei com o maior amor do mundo, como em todos os lugares. No entanto, neste, tentando mentalizar fraternalmente a consciência daquelas 242 pessoas.

Me toca profundamente saber que eu estava na cidade delas e que elas estavam na Kiss aquele dia para se divertirem e ouvindo música! Numa casa de show, com uma banda tocando para elas...  Meu profundo respeito.

Mas fomos tocar. Entendemos que a vida continuava, como deve ser, aliás. Havia respeito e pesar, mas a juventude da cidade estava viva e ávida por viver. Várias ruas da cidade repletas de pessoas, no autêntico fluxo jovem. Muita gente bebendo e se divertindo.

Janeiro é mês de férias e o local em que tocamos gira em torno das universidades. Neste período esse público específico geralmente viaja para seus locais de origem. No entanto, fizemos o pequeno público presente dançar demais. Uma ciranda linda se formou no centro do Rockers Soul Food, espaço muito bacana que nos acolheu. Foi massa! Ficou a expectativa de voltar num clima mais propício.

A última cidade: Pelotas/RS. Um caso à parte. Um dos maiores motivos de partimos para o sul do país foi esta cidade. Por duas oportunidades fomos convidados a tocar no local e por vários motivos não pudemos comparecer. A distância de São Paulo encarece demais os custos para chegar e assim não pudemos tocar. Dessa vez, enfim, iríamos tocar na cidade onde até o Sr. Secretário de Cultura de uma cidade de 300 mil habitantes nos ligou pessoalmente requisitando nosso show. Tamanha emoção quando isso aconteceu! Nós fomos! Tocamos na praia do Laranjal, ao lado da Lagoa dos Patos e fizemos os Pelotenses dançarem no meio da praia, com um vento leste danado que soprava e levava os cabelos para o outro hemisfério craniano sem parar. Foi lindo!

A VOLTA
Foi marcada por mais um show em Içara/SC e outro em Curitiba/PR, nesta última cidade além do show gravamos o programa Stúdio Tenda e o Projeto AP201. O primeiro um videoclipe ao vivo e o segundo demos uma entrevista e gravamos um som acústico.

Dom Pescoço.

A volta foi marcada pela sensação de que, sim, é possível fazer um rolê grande desse totalmente independente. Nós, Dom Pescoço, fizemos. Temos três anos de banda, uma mixtape ao vivo, um videoclipe e um EP oficial. Neste meio tempo conseguimos parcerias em produção audiovisual, por isso temos vários vídeos de nossos shows e músicas executadas ao vivo. O que oferece aos contratantes a segurança de como será musicalmente nossos shows.

Mas realizar a turnê é possível. Isso é o que importa! Basta que seu trabalho tenha uma boa estrutura de divulgação, presença diária nas redes sociais, continuidade da produção e organização. Parece muito, mas é apenas o básico. O resto é trabalho diário e constante nos seus focos profissionais. A banda ainda não nos oferece luxo, mas uma real expectativa de que, sim, é possível pagar todas as suas contas com ela um dia. Até lá é investimento pessoal de tempo e dinheiro em um projeto. Aliás, o que acontece em qualquer empresa.

Vamos juntos?
Nóise!


GASTOS APROXIMADOS TURNÊ TEMPERAR SUL

PEDÁGIO = R$ 235
COMBUSTÍVEL = R$ 1.810
CONSERTO CARRO = R$ 144
ALIMENTAÇÃO APROXIMADA X 4 MÚSICOS = 25 dias x R$ 50 = R$ 1.250
HOSPEDAGEM = 0
TOTAL GASTOS = R$ 3.440


RESERVA FINANCEIRA PRÉ-TURNÊ TEMPERAR SUL

PRÉ-CAIXA DE VIAGEM (RESERVA UTILIZADA): R$ 2.260
(- R$ 3.440 TOTAL GASTOS) = R$ 1.180 (GASTO (R$ 1.180) SUPLANTANDO PELA 5ª. PARTE DOS GANHOS DE CACHÊ + BILHETERIA + VENDA DISCOS (R$ 606 + R$ 430*)) – R$ 144 (débito suplantado pelos 04 músicos)


TOTAL GANHOS (CACHÊS + BILHETERIA) TURNÊ TEMPERAR SUL

= R$ 3.030 / 5** = R$ 606 (REMUNERAÇÃO)
(**BANDA CONSIDERADA O 5º. ELEMENTO - A 5º PARTE DO CACHÊ)
*VENDA DE DISCOS + IMÃS = R$ 430


ROTEIRO DE SHOWS: São José dos Campos-SP(saída)  > Curitiba-PR > Florianópolis-SC > Içara-SC > Caxias do Sul-RS > Esteio-RS > Caxias do Sul-RS > Porto Alegre-RS > Santa Maria-RS > Pelotas-RS > Araranguá-SC (pernoite) > Curitiba-PR > Içara-SC > Curitiba-PR > São José dos Campos-SP(chegada)

DISTÂNCIA PERCORRIDA ENTRE CIDADES =  4.762 km
DISTÂNCIA APROX. TRANSLADOS DENTRO DAS CIDADES = 238 km
DIAS DE VIAGEM = 25 dias (de 12/01 a 05/02)


SOBRE A DOM PESCOÇO

A Dom Pescoço é de São José dos Campos, interior de SP, nasceu em 2014 e em 2015 lançou diversos trabalhos na internet, sendo o mais importante o seu primeiro single e videoclipe 'Cuba Corazón'. Este foi um marco na carreira do grupo, oferecendo uma ótima visibilidade já na estreia, como se apresentar no programa Metrópolis da TV Cultura; na concorrida Semana Internacional de Música de SP; em diversas unidades do Sesc e Sesi SP; Virada Cultural Paulista; Festivais diversos; entre muitas outras.

TEMPERAR

Em agosto de 2016, numa parceria com o selo Bigorna Discos, o grupo lançou nas suas redes sociais, principais canais de streaming e fisicamente o seu primeiro trabalho de estúdio, o EP Temperar. Este nome tem como princípio traduzir e valorizar a pluralidade do som feito em toda trajetória da Dom Pescoço. Mistura tropical com psicodelia, pós-tropicália. Tropsicodelia!

Curta:  https://facebook.com/dompescoco
Veja:  https://youtu.be/0_F2kNo2N8M


 

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