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September 3, 2010 - 09:00

Começa o Festivale. 1, 2, 3... em cena

Amostragem pretende criar um panorama das produções cênicas no país e na região

André Leite
São josé dos Campos

Há alguns anos, o Festivale (Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba) realizado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo deixou de ser uma mostra competitiva para se tornar um festival de amostragem de espetáculos.

"O objetivo é que a comunidade teatral de São José dos Campos e da região possa estar em contato com aquilo que está sendo produzido nacionalmente", afirma o diretor de Cultura da Fundação Cultural, Claudio Mendel.

Por essa razão, ao fim do festival não há mais aquela premiação, em diferentes categorias, como nas mostras competitivas.

Os grupos que integram a programação da mostra oficial -- um total de 21 trabalhos -- foram selecionados previamente -- entre os 198 inscritos -- por uma banca formadas pelos profissionais Valter Padgurschi (ator e diretor), Valmir Santos (ator e professor) e Fernando Rodrigues (ator e professor de teatro).

Fernando Rodrigues, que acompanha o festival desde 1989, afirma que o bacana dessa reformulação é que o evento reúne grupos com trabalhos artísticos amadurecidos. "Que a gente pode gostar ou não", diz o professor.

Mas o mais importante, segundo ele, é a possibilidade de criar um painel diversificado de estilos, com a participação de grupos com experiências diferentes, sejam eles regionais ou vindos de outras localidades do país.

"Outro ponto importante desta edição, que merece ser destacado, é a criação de uma espécie de cota que reserva espaço certo para os grupos da região. Assim é possível saber não só o que acontece no país, mas também no Vale", afirma Rodrigues.

Participação.

Dos 21 trabalhos selecionados, três são de São José dos Campos, um de Caraguatatuba e um de Taubaté. Os que vêm de longe recebem uma ajuda de custo que varia de acordo com a distância da cidade de origem do grupo e a cidade sede do evento, no caso São José.

É o caso do "Grupo Arte da Comédia", de Curitiba (PR), que apresenta no Festivale o espetáculo de rua "Aconteceu no Brasil, enquanto o ônibus não vem". "Sabemos do esforço dos organizadores de festivais como esse, já que trabalham com um orçamento apertado. Por isso estamos felizes em estar no Festivale pela primeira vez", diz a atriz Ana Rosa Genari Tezza.

Programação
Dia 3
Às 12h - Pça. Padre João, centro, "O Doente Imaginário"/ Às 16h - Pça. Cap. Pedro P. Cunha, Jd. Paulista, "O Doente Imaginário"/ Às 19h - Cine Santana, "O Fabuloso Destino de Amália Mazzaropi"/ Às 21h - Teatro Municipal,"O Ruído Branco da Palavra Noite"/ Das 19h e 23h - Parque da Cidade, Gran Circo Máximo

Dia 4
Às 12h - Pça. Cônego Lima - centro, "Om Co Tô? Quem Co Sô? Prom Co Vô?"/ Às 15h e às 19h -Sesc, "Pipistrello"/ Às 19h - Cine Santana, "O Fabuloso Destino de Amalia Mazzaropi"/ Às 19h - Parque da Cidade, "Gran Circo Máximo"/ Às 20h - Teatro do Sesi, "O Crápula Redimido"/

Dia 5

Às 11h - Parque Santos Dumont, "Om Co Tô? Quem Co Sô? Prom Co Vô?"/ Às
19h - Centro de Estudos Teatrais, "Folia do Homem Diabo"/ Às 19h - Teatro do Sesi, "O Crápula Redimido"/ Às 21h - Teatro Municipal,
"Nara"

Serviço: As apresentações dos espetáculos são gratuitos e os convites para as peças encenadas em espaços fechados serão distribuídos com até uma hora de antecedência no local da apresentação. Mais informações sobre a programação no site
www.ovale.com.br

 

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