divulgação
Banda gaúcha apresenta sonoridade repleta de apelos visuais
Fábio França
Especial para O Vale
Com alguns meses de lançamento do primeiro disco, que leva o nome do grupo, o Apanhador Só já figura nas listas de melhores álbuns nacionais de 2010 que circulam pela web. Com repertório autoral e base de rock, mas inserida em acordes de MPB que ressaltam os versos, a banda mostra na hoje, às 19h30, no Sesc São José os motivos pelos quais é eleita uma das revelações do ano.
As composições têm fortes apelos visuais e acabam fazendo uma referência auditiva ao cinema, mas não por acaso. "Me formei em cinema pela PUC do Rio Grande do Sul, então isso acaba transbordando para a música", diz o guitarrista, cantor e letrista, Alexandre Kumpinski.
Formação.
Além dele, o Apanhador Só também é formado por Felipe Zancanaro (guitarra), Fernão Agra (baixo) e Martin Estevez (bateria). Embora a origem do nome da banda pareça fazer uma referência implícita ao livro "O Apanhador no Campo de Centeio", do escritor americano J. D. Salinger, ela na verdade permanece um mistério até para os próprios membros. "Quem deu o nome para a banda foi o ex-baixista Marcelo Souto. O motivo não sabemos, mas provavelmente seja por influência do livro. Lemos ele na época do colégio e gostamos muito".
Com um pé na música de versos bem amarrados e outro no chão do novo mercado fonográfico, os integrantes já passaram por um processo de ascensão e reestruturação. O grupo venceu o Festival Trama Universitário e abriu o show da cantora Maria Rita, em 2007. Apesar do reconhecimento inicial, a maturidade para viver o momento não foi suficiente. "Faltava estrutura, o repertório era pequeno e fazíamos tudo sozinhos: do agendamento das apresentações até a divulgação", explica o vocalista.
Após o lançamento do primeiro disco neste ano (antes só contavam com EPs - que funcionam como um álbum em versão compacta), os passos do Apanhador Só soam mais firmes e conceituais. "No encarte do disco vem um cartão para cada música. Neles, têm as letras das canções escritas à mão por pessoas que participaram do processo de criação do disco", exemplifica. Depois que ganharam o Festival, os músicos entraram em um processo de evolução que demorou três anos.
Nova safra.
Porto Alegre, cidade natal da banda, se transformou em celeiro para novos nomes do rock durante o fim da década de 90 e início dos anos 2000. O Apanhador Só faz parte de uma das levas geradas pela cena gaúcha, mas destoa do coro das bandas que seguem um estilo linear por acrescentar ao rock elementos da MPB, seja em timbres ou ritmos.
A cidade também foi a responsável pela oportunidade gravação do primeiro disco, que além de já figurar entre os melhores lançamentos do ano, registra 9.000 downloads.
Serviço
Hoje, sexta, às 19h30. Sesc São José (tel. 3904-2000).Site: www.apanhadorso.com/
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