Foto:Thiago Leon- Vitor Ferreira de Lima, que foi atacado por um pitbull, com a mãe Patrícia
Proprietária do Pitbull pode responder por omissão de cautela na guarda de animais e lesão corporal
Flávia Marreira
São José dos Campos
Serão ouvidas nesta sexta-feira, pelo delegado Mauro de Almeida, do 5º Distrito Policial, a mãe da vítima e a proprietária do Pitbull que atacou um menino de 7 anos na última segunda-feira, na zona leste de São José dos Campos.
Após as oitivas e o recebimento do laudo do exame de corpo delito da criança, será feito o termo circunstanciado que será encaminhado ao Juizado Especial Criminal, onde o juiz decidirá sobre a denúncia de lesão corporal e omissão de cautela na guarda de animais.
“A contravenção penal vai de 3 meses a 1 ano de reclusão, mas ela pode ser agravada porque a vítima é uma criança. Fica tudo a cargo do juiz”, disse o delegado.
Vitor Ferreira de Lima foi atacado pelo cão quando brincava com o vizinho da avó, filho de Simone Andreia Barboza, 38 anos, dona-de-casa, proprietária do Pitbull. Vitor foi mordido no lado direito do rosto, levou cerca de 50 pontos, e ficou internado no Hospital Municipal até anteontem. Ele passa bem.
“Do jeito que está hoje, para mim ficou ótimo, porque do jeito que eu vi, sangrando, fiquei assustada”, disse a mãe do menino, Patrícia Capistrano, 24 anos, atendente. Para a dona do cachorro, o Pitbull só estava protegendo o filho dela.

Legislação.
Existem leis estadual e municipal que obrigam donos de cães de raça potencialmente agressiva -- como Pitbull e Rottweiler -- a passearem com os animais equipados com focinheira, coleira e guia curta, considerada de no máximo 2 metros.
De acordo com o veterinário do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São José, João Marcos de Lima Rodrigues, o Pitbull é extremamente resistente a dor, forte e é instintivamente agressivo e briguento.
“Quem não toma o devido cuidado na guarda desses animais expõe o resto da comunidade a riscos. Essa pessoa deve ser denunciada à polícia. É crime não respeitar a lei”, afirmou Rodrigues.
Em São José são registrados por ano cerca de 500 casos de mordidas de animais.