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April 10, 2014 - 21:31

Avibras projeta novo blindado para missão de paz no Líbano

O veículo blindado Tupi, desenvolvido pela Avibras. Foto: Cláudio Vieira

O veículo blindado Tupi, desenvolvido pela Avibras. Foto: Cláudio Vieira

Empresa desenvolve o 'Tupi' para participar de seleção aberta pelo Exército para a compra de 32 veículos blindados

Chico Pereira
Jacareí

A Avibras Aeroespacial S/A apresentou ontem na sua unidade industrial de Jacareí, o Tupi, Viatura Blindada Multitarefa Leve de Rodas, desenvolvida pela empresa para participar de um processo de seleção lançado pelo Exército Brasileiro.
O novo blindado foi desenvolvido em tempo recorde, apenas quatro meses, em parceria com a francesa Renault Trucks Defense.
O Tupi é um blindado com tração 4X4, com emprego múltiplo.
O veículo é baseado no modelo Sherpa Light Scout da Renault. Pesa 8 toneladas e pode transportar até 2,5 toneladas de cargas.
Pode ser operado para patrulhamento, transporte militar até 12 pessoas, ambulância (evacuação de feridos), posto de comando e controle, estação de radar e defesa antiaérea.
Segundo a empresa, é um veículo que também pode atender operações militares urbanas, como as que ocorrem nas favelas do Rio de Janeiro.
É uma viatura versátil, com capacidade para operar em terrenos adversos, como em morros ou em áreas alagadas e com declividade.
De acordo com o gerente de desenvolvimento de negócios da Avibras, Marcos Agmar, o Tupi foi desenvolvido conforme as especificações solicitadas pelo Exército Brasileiro.
A Força lançou o edital de seleção no ano passado e tem a intenção de comprar um lote de 32 veículos blindados leves para compor a Força de Paz que deve se juntar a Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano).
Se confirmada a participação do Exército Nacional na Força de Paz, isso deve acontecer a partir do próximo ano, daí a urgência no processo de seleção de um veículo com as características do Tupi.

Teste. O blindado leve da Avibras segue na próxima semana para o Caex (Centro de Avaliação do Exército), no Rio de Janeiro.
O veículo será testado até junho e a previsão é que o Exército anuncie o vencedor da seleção em novembro.
“Temos condições de iniciar a produção do veículo em seis meses, caso ele seja o escolhido”, disse Agmar.
Caso seja escolhido, o conteúdo nacional do Tupi será de 32% no lote inicial e chegar a 60% em 2016.
O corpo de Fuzileiros Navais do Brasil também tenciona comprar um veículo blindado similar, segundo a direção da Avibras.
lém da Avibras, o processo de seleção terá participação de outras empresas nacionais e estrangeiras.
A companhia não informou o valor investido no desenvolvimento do Tupi e nem o seu preço de mercado.
A Avibras também planeja oferecer o blindado para a sua carteira de clientes na América do Sul, Oriente Médio e Sudeste Asiático.
A empresa estima a criação de 250 empregos diretos e 750 indiretos caso o Tupi seja selecionado pelo Exército.

Ficha do Tupi

Comprimento
5,5 metros

Largura
2,2 metros

Altura
2,1 metros

Carga
2,3 toneladas

Velocidade Máxima
100 km/h

Autonomia 80 km/h
800 km

Peso vazio
8 toneladas

Peso bruto total
10,5 toneladas

Equipamentos
Ar-condicionado
Sistema central de enchimento de pneus
Sistema lançador de granadas fumígenas (fumaça)
Posto para 5 tripulantes
Proteção balística 7,62PF
Proteção contraminas
Aerotransportável (2 viaturas)



Empresa constroi nova fábrica em Jacareí
Jacareí

A Avibras planeja iniciar as operações da sua nova fábrica de veículos especiais (blindados) em Jacareí, a partir de outubro deste ano.
A nova unidade, em fase de construção, terá 27 mil metros quadrados.
Está sendo construída na entrada da fábrica de Jacareí.
Segundo Márcio Santos, diretor adjunto administrativo e financeiro da empresa, o investimento na nova unidade é de R$ 100 milhões.
Esse montante também inclui os laboratórios que serão implantados na unidade.
A Avibras vai transferir para Jacareí toda a produção do Sistema Astros, hoje fabricado na unidade industrial 4 da empresa (antiga Tectran), em São José dos Campos.
“A concentração das atividades produtivas em Jacareí é uma questão de logística e racionalização de custos”, disse o diretor financeiro.
A área da antiga Tectran, de 50 mil metros quadrados, já foi vendida, segundo o executivo.
A empresa não informou o valor e nem o comprado.
A unidade de Lorena, a maior do grupo, com 9,8 milhões de metros quadrados, permanece ativa.

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