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Ortiz omite nome de servidores que conduziram publicitário a DP

Mesmo questionado de forma oficial pela Câmara, prefeito não forneceu nome dos outros três funcionários que teriam acompanhado Jarbas Nogueira na ação e omitiu também dados do segundo veículo utilizado nesse dia

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

Embora tenha sido questionado pela Câmara de forma oficial, o governo Ortiz Junior (PSDB) não informou ao Legislativo o nome de três dos quatro servidores municipais que teriam participado da condução do publicitário André Guisard à delegacia, no dia 8 de fevereiro.

O publicitário diz ter sido abordado em casa por quatro servidores armados, em dois veículos descaracterizados, e intimado a ir para o 2º Distrito Policial, na Estiva.

Em fevereiro, a Câmara aprovou por unanimidade um requerimento em que a vereadora Loreny (PPS) questionava, entre outros pontos, os nomes de todos os servidores que participaram da ação.

Em resposta datada do dia 7 de março, o prefeito citou o nome apenas do servidor que já havia sido identificado no dia da ação: Jarbas Nogueira, gestor da área de Segurança e Vigilância.

No dia da ação, o jornal também havia questionado o nome dos quatro servidores e pedido explicações sobre a afirmação de que eles estariam armados e em carros sem identificação, mas a gestão Ortiz não respondeu.

No requerimento, Loreny também questionou o fato de a condução ter sido feita com veículos descaracterizados e solicitou a lista de carros sem identificação da prefeitura - além de indagar por que o município mantém esse tipo de item em sua frota.

Na resposta, Ortiz forneceu informações apenas sobre um dos veículos usados na ação (um Gol, placa QNH-4859). Os dados do outro carro não foram divulgados.A prefeitura informou também que a frota oficial é composta por 827 veículos, sendo 711 próprios (que têm placa branca e adesivagem do brasão do município) e 116 alugados (com adesivo de identificação).

A gestão tucana alegou que "alguns veículos de passeios não possuem identificação [com adesivos] a fim de preservar a identidade e a integridade física de seus usuários", e que, por isso, não forneceria a listagem desses carros, que podem ser conferidos pela cor da placa.

REAÇÃO.

Para Loreny, o "vazio de informação" da resposta de Ortiz à Câmara reforça a suspeita de que alguns dos envolvidos na ação nem são servidores da prefeitura.

A vereadora reclamou ainda da falta de transparência da gestão tucana com relação aos veículos descaracterizados e criticou o envolvimento de servidores "que devem fazer segurança patrimonial" em uma "espécie de condução coercitiva de um cidadão". "É um objetivo absolutamente estranho ao interesse público. Se houvesse alguma irregularidade, caberia à Polícia agir"..