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Ortiz quer debater o projeto das pontes estaiadas com o MP

Medida visa evitar a repetição das complicações ocorridas em São José, onde projeto de ponte estaiada recebeu críticas de ambientalistas, especialistas, da Defensoria Pública e do MP, e chegou a ser suspenso pela Justiça

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

Para tentar evitar as complicações ocorridas com uma proposta semelhante em São José dos Campos, o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), pretende apresentar ao Ministério Público o projeto para construção de duas pontes estaiadas na Avenida Charles Schnneider. A tratativa deve ser feita antes da abertura da licitação, prevista para o segundo semestre.

Em São José, a proposta de construção de uma ponte estaiada na zona oeste recebeu críticas de ambientalistas, especialistas em mobilidade urbana, da Defensoria Pública e também do MP.

A Defensoria, por exemplo, questionou a falta de participação popular na elaboração do projeto e alegou que a proposta não priorizava o transporte público. Já a Promotoria ajuizou uma ação em que aponta a falta de estudos que justifiquem a opção pela ponte estaiada e argumenta que essa solução não resolveria o problema daquela região.

Em fevereiro, a Justiça chegou a conceder uma liminar que suspendeu durante 10 dias a obra, que custará R$ 48 milhões e é uma das vitrines do governo Felicio Ramuth (PSDB). A construção já foi liberada, mas o processo judicial continua.

Em Taubaté, Ortiz quer evitar riscos. "A gente vai conversar com o Ministério Público, para achar o melhor formato disso. Porque eu sei que a ponte estaiada em São José não deu certo, mas lá é um problema de solução viária, não é nem um problema de ponte estaiada. A solução viária lá talvez, no olhar de alguns, não seja a mais adequada, mas aqui ela é a mais adequada".

PROJETO.

As duas pontes estaiadas, que ainda não têm custo e prazo definidos, ligariam o trecho entre as lojas Tenda e Sodimac Dicico com o ponto onde hoje existe uma rotatória, em frente ao campus da Anhanguera e à Rua dos Passos.

O projeto contempla também a duplicação do viaduto da CTI. A estrutura, que hoje consiste em uma pista de sete metros de largura, com uma faixa em cada sentido, ganharia o reforço de um novo viaduto de sete metros de largura, que seria construído ao lado do já existente. Cada um dos viadutos passaria a operar em um diferente sentido.

"O grande erro do passado foi a Anhanguera ter feito sua faculdade ali, sem nenhuma outorga viária, sem nenhuma contrapartida viária. Já está ali, não há mais o que se fazer, é um polo gerador importante de tráfego de veículos, como é o Taubaté Shopping, como são os condomínios verticais que existem ali, como é o [bairro] Flamboyant, como é o [bairro] Chácara Guisard. Então, a solução é a gente fazer as duas pontes estaiadas e a duplicação do viaduto da CTI", argumentou o prefeito..