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Volkswagen vai cortar até 7.000 empregos por veículos elétricos

Anúncio foi feito na Alemanha e cortes virão até 2023; Volks disse que não há posicionamento no Brasil sobre assunto

Da redação @jornalovale | @jornalovale

A Volkswagen anunciou planos de reduzir em até 7.000 postos de trabalho no mundo por causa dos veículos elétricos, segmento que a empresa pretende investir 44 bilhões de euros (R$ 190 bilhões) ao longo de cinco anos.

O anúncio foi feito na Alemanha e ocorre um dia depois de Dieter Heiss, presidente do grupo alemão, afirmar que o direcionamento da indústria automobilística para o veículo elétrico vai significar cortes de empregos porque terá uma carga de trabalho menor, entre 20% e 30 % por veículo.

No Brasil, a Volks informou que não há nenhum posicionamento sobre o assunto.

Em entrevista em 2018 na fábrica da montadora em Taubaté, Pablo Di Si, presidente da Volkswagen Brasil e América do Sul, disse que a produção de veículos elétricos na unidade depende da estrutura no país.

"Temos visão muito ampla e teremos portfólio com carros de sobra, mas é questão de ter um sistema no país que funcione para atender os carros elétricos. Lançaremos com muita responsabilidade na nossa rede para começar bem devagar e com passos certos", afirmou Di Si na ocasião.

A Volks informou ainda que os cortes no mundo podem ser feitos com a não substituição de trabalhadores que se aposentam. A previsão da montadora é que cerca de 11 mil funcionários possam aderir a planos de aposentadoria antecipada.

Ainda segundo a matriz, os acordos com os sindicatos impedem demissões até pelo menos 2025. Em paralelo aos cortes, a Volks quer criar 2.000 postos de nível técnico no mundo para o "desenvolvimento de arquitetura eletrônica e software, em linha com a transição para o veículo eletrônico". A meta é atingir um plano de eficiência para minimizar o impacto dos pesados investimentos para lançar novos modelos elétricos..