Logo Jornal OVALE

Após 32 meses, Parque Tecnológico de Taubaté ainda não foi regularizado

Falta de regularização impede qualquer atividade no espaço, que foi inaugurado em junho de 2016 pelo governo Ortiz

Inaugurado em junho de 2016 pelo governo Ortiz Junior (PSDB), o Parque Tecnológico de Taubaté ainda não regularizado junto aos órgãos competentes.

Embora teoricamente o espaço já exista, passados 32 meses de sua inauguração o local tem apenas mato, sem nenhuma atividade de empresa ou instituição de ensino.

Questionada pela reportagem, a gestão tucana reconheceu que apenas “a matrícula da área junto ao Cartório de Registro de Imóveis está concluída”, mas que ainda faltam as aprovações de “projetos ambientais, de mobilidade e urbanísticos junto aos respectivos órgãos”.

O governo Ortiz admitiu que os processos de instalação das empresas e entidades que manifestaram interesse de atuar no espaço dependem da regularização da área. Apenas depois disso é que voltarão a tramitar.

Por questões financeiras, no entanto, não há previsão de quando esse empecilho será superado. “A conclusão deste processo está vinculada ao equilíbrio orçamentário da administração municipal”, informou a gestão tucana.

ATRASO.

O Parque Tecnológico foi prometido inicialmente pelo governo Ortiz para 2013. A unidade seria voltada para áreas como Engenharia Ferroviária, Engenharia Automotiva, Engenharia Aeronáutica (Asa Rotativa), Defesa Pública, Energia Verde, Engenharia Biomédica, Biotecnologia e Aplicações Médicas, Águas e Engenharia Química.

Em dezembro de 2014 foi realizado evento para lançamento do projeto, que custaria R$ 7 milhões. Em junho de 2016, em período pré-eleitoral, o tucano inaugurou o parque.

Nessa primeira fase, o investimento foi de R$ 3,98 milhões. Desse total, apenas R$ 300 mil saíram dos cofres da prefeitura, para serviços como placas de sinalização e de identificação.

O restante foi investido por três empresas, como contrapartida por doações de área.

Desde 2016, quase nada andou. O restante das obras de infraestrutura no local, previstas para as fases dois e três do projeto, não tem sequer projeto executivo elaborado. Sem isso, a prefeitura não sabe, por exemplo, quanto precisará investir no espaço.

Dividida em 472 lotes, a área de 731.000 m² no Distrito Industrial do Una não tem nem estrutura de água e esgoto.