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Exército Laranja faz guerra contra lixo e sujeira nas ruas em São José

Quando a cidade dorme, um exército com mais de mil funcionários trabalha com a missão de combater a sujeira; eles fazem parte da Gestão Integrada e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, mais conhecidos como 'garis'

Julia Carvalho @carvalho8123 | @carvalho8123

Todos os dias, quando a cidade dorme, um exército laranja começa a tomar as ruas com uma missão: combater a sujeira. Eles fazem parte da Gestão Integrada e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, realizando serviços como varrição, capina manual, coleta e separação de lixo. São mais conhecidos como 'garis'.

Cerca de 1.100 funcionários da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) realizam, diariamente, a limpeza de São José dos Campos. Desses, 170 duplas fazem a varrição manual das vias do município, limpando aproximadamente 80% da malha viária de segunda à sábado. O serviço teve uma mudança em agosto de 2018, quando foi implantada a varrição georreferenciada, onde os funcionários possuem um mapa com mais de 300 roteiros eletrônicos de 4 km.

Adriana Santos, de 49 anos, trabalha há 20 anos cuidando das ruas da cidade, mas além da limpeza, ela leva alegria aos moradores com o seu talento para a música. "Eu gosto do meu trabalho e tento me distrair cantando enquanto varro. Muitos moradores gostam. A parte mais difícil é o nosso amigo sol, mas faz parte do trabalho", contou.

Em média, cada morador da cidade produz cerca de 0.88kg de resíduos por dia. Segundo dados da prefeitura, em 2009, o aterro recebia 432 toneladas de lixo diariamente e São José tinha cerca de 615 mil habitantes. Neste ano, são cerca de 713 mil moradores e o aterro recebe mais de 700 toneladas de lixo diariamente, um aumento de cerca de 62% em 10 anos.

Marciana Farias, 42 anos, trabalha na coleta de lixo há dois anos. Ela acorda todos os dias às 4h30 para trabalhar e ainda estuda durante a noite. "Eu amo o que eu faço. Não somos apenas garis, nós que organizamos essa cidade, permitindo que ela seja o que é hoje", afirmou.

TRIAGEM.

O índice de produtividade no Centro de Triagem da Urbam, em São José, caiu de 58,1% em janeiro de 2017 para cerca de 40% no início de 2019. De acordo com o diretor da Urbam, Denis Rego, a queda coincide com a troca da empresa de coleta comum e a chegada das três cooperativas ao Centro de Triagem.

"A Urbam já operou a estação e tinha uma produtividade um pouco melhor, porque eram funcionários nossos há muito tempo e treinados, então levou-se um tempo para se adaptar, mas eles atingem bons níveis. O reflexo do desempenho das cooperativas é por conta do material misturado nas coletas seletivas", afirmou o diretor.