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Caso Maninho: comissão vê falta de 'provas válidas' no processo

Presidente da comissão afirmou que provas apresentadas por denunciantes e testemunhas do caso Maninho Cem Por Cento não poderão ser usadas no processo; testemunhas de defesa serão ouvidas na próxima semana

Thais [email protected]_thaisperez | @_thaisperez

As testemunhas e denunciantes no processo que investiga a acusação de cobrança de 'pedágio' pelo vereador Maninho Cem Por Cento (PTB) foram ouvidas pela Comissão Processante da Câmara de São José dos Campos na última quarta-feira.

De acordo com a vereadora Juliana Fraga (PT), presidente do grupo que apura o caso, faltam provas para indicar que o parlamentar tenha cometido irregularidades.

Maninho, que faz parte da base aliado do prefeito Felicio Ramuth (PSDB), foi acusado por um ex-assessor de cobrar R$ 300 por uma indicação em um cargo comissionado na Prefeitura de São José e também de receber doações eleitorais irregulares.

Segundo a presidente, até o momento nenhuma prova apresentada pode ser utilizada no processo de investigação.

As evidências apresentadas pelos envolvidos no processo são referentes à denúncia anterior sobre o vereador, que foi acusado de empregar um assessor de seu gabinete em um empreendimento próprio, um jornal de anúncios.

Na ocasião, uma manobra do ex-presidente da câmara, Juvenil Silvério (PSDB), arquivou a denúncia contra o vereador. Contudo, nesse caso, Maninho acabou condenado por improbidade administrativa pela Justiça posteriormente.

INVÁLIDAS.

As testemunhas também teriam indicado provas que pertencem à terceiros, que não foram citados no processo.

"Segundo o jurídico da Casa, nós não poderíamos aceitar, pois a pessoa citada não está no processo e teria que abrir outra denúncia", disse a presidente da comissão, que também é formada pelos vereadores Calasans Camargo (PRP) e Dulce Rita (PSDB).

Maninho participou da reunião acompanhado de seus advogados. Ele nega todas as acusações..