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Prefeitura de Taubaté adota racionamento de combustível

Servidores ouvidos pela reportagem afirmaram que, desde a última quinta-feira, foi colocada em prática uma restrição severa para o abastecimento de veículos da frota oficial; governo Ortiz fala em 'otimização de seu uso'

Da redação @jornalovale | @jornalovale

O governo Ortiz Junior (PSDB) adicionou mais uma medida à lista criada nos últimos meses para reduzir as despesas na Prefeitura de Taubaté: o racionamento de combustível.

Servidores municipais de diferentes setores ouvidos pela reportagem afirmaram que, desde a última quinta-feira, foi colocada em prática uma restrição severa para o abastecimento de veículos da frota oficial.

Segundo esses funcionários, a medida tem prejudicado serviços como a fiscalização feita pela GCM (Guarda Civil Municipal) e tarefas rotineiras de outras áreas, como visitas de assistentes sociais.

Nos primeiros dias, de acordo com esses relatos, apenas os veículos que prestam serviços considerados emergenciais na área da saúde podiam abastecer. Agora, teria sido adotada uma cota de até cinco litros por carro.

Questionada pela reportagem, a gestão tucana alegou nessa terça-feira que "não há falta de combustível e sim a otimização de seu uso".

FROTA.

A frota da prefeitura é composta por 789 veículos e máquinas, dos quais 539 são abastecidos com gasolina e 250 com diesel.

Atualmente o município tem dois contratos vigentes para compra de combustível, ambos com a distribuidora Rede Sol Fuel, de Ribeirão Preto.

Em um desses contratos, está prevista a compra de 615 mil litros de gasolina em 12 meses, a um custo total de R$ 1,847 milhão. No outro contrato, estão previstos 513 mil litros de diesel em oito meses, por R$ 1,424 milhão.

A remessa do combustível pela empresa é feita mediante pedidos da prefeitura. Segundo apuração da reportagem, normalmente são solicitados 15 mil litros de gasolina e 15 mil litros de diesel por semana. A última entrega foi na quarta-feira passada, dia 30 de janeiro. Até a tarde dessa terça-feira, ainda não havia sido feito nenhum pedido essa semana.

CORTES.

Em agosto passado, Ortiz chegou a decretar um corte geral de gastos em todas as secretarias até 31 de janeiro de 2019. Entre as medidas impostas estavam suspensão de eventos, não realização de horas extras e adiamento de férias e licença-prêmio, além de redução de despesas com água, energia elétrica, telefonia, combustível, materiais de consumo, diárias e adiantamentos.

Na época, o tucano alegou que a medida era necessária devido ao fato de arrecadação do município ter ficado abaixo do estimado. Embora esperasse uma receita de R$ 1,184 bilhão no ano passado, a prefeitura arrecadou R$ 997 milhões, apenas 84% do fixado..