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Com assembleia adiada, cresce clima de tensão na GM

Chuva impediu que assembleia para decidir sobre pacote de 10 propostas da montadora ocorresse na tarde desta quarta-feira; uma nova votação foi marcada para a tarde desta quinta, o que pode decidir futuro da fábrica em São José

Xandu [email protected] | @xandualves10

Por conta da chuva, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos cancelou a assembleia unificada com os trabalhadores da GM (General Motors) para votar o pacote de 10 propostas da montadora.

A atividade estava marcada para às 14h30 desta quarta-feira. Uma nova assembleia foi agendada para hoje, no mesmo horário.

A GM cobra a aprovação completa das propostas como contrapartida para trazer investimentos ao complexo industrial da empresa em São José, que estaria ameaçado de fechar as portas nos próximos anos.

A negociação envolve a vinda de novos projetos para a planta, que produz atualmente a picape S10 e a SUV Trailblazer, além de motores e transmissões.

A GM emprega 4,8 mil trabalhadores em São José.

Entre as propostas feitas pela GM, estão o congelamento do salário em 2019, cortes na PLR (Participação em Lucros e Resultados) e no adicional noturno e redução do piso salarial de R$ 2.300 para R$ 1.700.

NEGOCIAÇÃO.

Montadora e sindicato fizeram seis reuniões de negociação, a maior parte em Guarulhos, para chegar à pauta que será apresentada empregados.

Em janeiro, a GM apresentou 28 itens que foram discutidos na mesa de negociação. O sindicato rechaçou a maior parte dos pedidos e a montadora voltou atrás em alguns.

Trabalhadores relatam clima de tensão na fábrica com reestruturação da GM

O clima é de tensão na fábrica da GM de São José dos Campos com o plano de reestruturação da montadora, que está demitindo e pretende fechar cinco fábricas nos Estados Unidos e Canadá. "Não há garantia nenhuma para os funcionários, com acordo ou não", disse um trabalhador da GM, que pediu para não ser identificado. "A preocupação é geral".