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Arte que transforma

Galeria Victor Hugo tem como missão fomentar o mercado de artes na região

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

Burle Marx, Celau, Eduardo Kobra, Emiliano Di Cavavalcanti. O que todos têm em comum? Cada um em seu tempo, eles fizeram uma releitura de suas realidades, expressadas em forma de arte. São quadros, esculturas e serigrafias, hoje avaliados em milhões de reais, presentes em coleções particulares, museus e galerias de arte. Este é o caso da Victor Hugo, desde 2016 com as portas abertas em São José dos Campos.

A galeria existe desde 1980 em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. Ambos locais são administrados pelo casal Victor Hugo Rosa e Renata Serrano, responsáveis ainda por encontrar e revelar novos talentos das artes. Com um acervo que beira 20 mil obras, a galeria pretende incentivar não só a criação artística, mas todo um sistema sustentável para artistas e sua arte.

Obras de Manabu Mabe (1924-1997), pioneiro no abstracionismo do Brasil, estão em as pérolas presentes na galeria. “Também temos a obra 'Menino com pássaro', de Clóvis Graciano, que foi aluno de Cândido Portinari (1903-1962) e, que inclusive o ajudou a pintar 'Guerra e Paz'", ressaltou Victor Hugo. Há ainda trabalhos de Claudio Tozzi, Aldemir Martins, Bruno Giorgi, Vera Torres e Alfredo Ceschiatti, entre outros, que partem de R$ 1.000 e chegam a R$ 30 mil.

“Acreditamos muito no mercado tradicional, pois acompanhamos este movimento nos leilões. Mas creio ainda que, a médio prazo, haverá o surgimento de novos colecionadores e artistas”, avalia o empresário. “Kobra, por exemplo, que acompanhamos desde o início, vendeu na última década obras que inicialmente valiam R$ 2.000. Hoje, elas estão estimadas em até R$ 200 mil. Este é um movimento novo. E estamos focados em descobrir novos talentos, inclusive no Vale do Paraíba. O mercado está em transformação”.

Futuro.

Mensalmente, a partir de março de 2019, a galeria Victor Hugo prevê uma agenda que irá privilegiar colecionadores e apreciadores de arte, por meio da realização mensal de leilões presenciais e on-line. Está também prevista a realização de ações, intervenções, mostras, workshops e exposições por todo a RMVale, bem como uma Bienal de Arte do Vale do Paraíba, cuja organização já está em andamento.

“Trago na bagagem uma experiência de quase 20 anos de envolvimento nesse mercado. Nesse período, frequentei museus e leilões em mais de 20 países. Aqui no Vale, eu enxergo um cenário ótimo e promissor para o mercado da arte -- e isso passa pela qualidade dos artistas da região”

Uma das nossas ideias é criar o Clube do Colecionador, que nada mais é uma espécie de 'clube de vantagens' onde o colecionador poderá, além de interagir-se no universo artístico e ser um cliente diferenciado da Galeria Victor Hugo, desfrutar de benefícios com nossos parceiros.

“Tudo isso está sendo planejado para que nossos amantes de arte do Vale do Paraíba possam ter uma experiência única aqui na região e, mais do que isso, para que os que ainda não desfrutam desse mundo artístico, possam conhecer e ser mais um admirador de quadros e obras excepcionais que a Galeria Victor Hugo oferece.”, finaliza Victor.

"Bons projetos urbanos, realizados nas principais capitais mundiais como Madri (Espanha) e Berlim (Alemanha), têm integrado a expressão das ruas com outras formatos artísticos. Pretendemos, gradualmente, apresentar aos moradores da região a possibilidade de transformar e enriquecer a vida fazendo e apreciando arte. Essa é a nossa missão por aqui", concluiu ele.

A galeria Victor Hugo de São José fica na av. São João, 2.200, dentro do Colinas Shopping. Informações: www.galeriavictorhugo.com.br.