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Acordo entre Embraer e Boeing deve ser concluído até fim do ano

ACORDO. 
Na foto maior, o presidente Bolsonaro durante reunião sobre o assunto; abaixo, o ministro Marcos Pontes
Chamada pelas duas companhias de 'parceria estratégica', o acordo agora será submetido à aprovação dos acionistas, autoridades regulatórias e outros detalhes burocráticos; Conselho de Administração ratifica negócio

Da Redação @jornalovale |

Agora com o aval do governo Jair Bolsonaro (PSL), Embraer e Boeing esperam concluir até o fim deste ano a parceria para a criação da nova companhia.

A joint venture, que teria 80% da gigante norte-americana e 20% da empresa com sede em São José dos Campos, foi aprovada pela presidência nesta quinta-feira.

Nesta sexta, o Conselho de Administração da Embraer ratificou a aprovação prévia dos termos da negociação.

Chamado pelas duas companhias de 'parceria estratégica', o acordo agora será submetido à aprovação dos acionistas, autoridades regulatórias e outros detalhes burocráticos. "Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019", afirmaram as duas empresas em comunicado conjunto.

PRESERVAÇÃO.

Nesta sexta, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse que o acordo de fusão entre as empresas Embraer, nacional, e Boeing, dos Estados Unidos, "preserva tudo o que nos interessa em termos de país". Após a cerimônia de troca do Comando do Exército, nesta sexta-feira em Brasília, Pontes explicou que as condições têm sido estudadas pela equipe da Força Aérea Brasileira.

"Acredito que vai ser uma ótima oportunidade para o país, preservando tudo que precisamos preservar, os funcionários, a nossa tecnologia, as empresas daqui e melhorando as possibilidades e oportunidades para a Embraer", disse. Na quinta, o acordo foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que o governo federal não vai se opor à fusão, pois não fere a soberania nacional. O acordo em andamento prevê que caberia à Boeing a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a Embraer. A empresa de São José poderá vender sua parte aos norte-americanos.

Conselho administrativo ratifica a aprovação

O Conselho de Administração da Embraer ratificou nesta sexta-feira a aprovação prévia dos termos da parceria estratégica com a Boeing. Na quinta-feira, o governo brasileiro autorizou a negociação, que irá possibilitar ambas as empresas a acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais.

A parceria será submetida, então, à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019.

PROTESTO.

Dirigentes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José, Araraquara e Botucatu vão a Brasília na segunda para procurar o Governo Federal e insistir para que a negociação seja vetada. Os sindicatos irão aos ministérios da Defesa e da Casa Civil. "Em cinco anos termina o período de maturação das vendas do jato E2. Caso a Boeing decida tirar a aeronave do mercado e não trouxer novos projetos para o Brasil, a Embraer inevitavelmente será fechada", afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Herbert Claros.