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Pesquisa do Ipplan revela: cidade personificada terá características femininas

Qual a cara do nosso futuro?

Saem de cena a competição e a dominação. Entram a cooperação, a paciência e o afeto. O futuro que nós queremos já começou a ser desenhado. De uma São José industrial, racional e burocrática, estamos, aos poucos, passando para um espaço de serviço, aberto ao diferente, leve. Seguimos como um local bom para trabalhar, mas lutamos para que ele seja excelente para viver. O movimento social tem sido num só sentido. Explico: queremos menos paredes e mais espaços abertos para contemplação. Menos portas fechadas, mais encontros em cafés, bares e restaurantes. Menos manhã interrompidas com as obras do prédio ao lado, mais do sino da igreja, do galo avisando que está na hora de levantar. Queremos as coisas simples, a risada fácil, o abraço caloroso, a educação extrema na ponta da língua, o íntimo, o compartilhamento, a confiança, a criatividade, a humanização e o respeito. Queremos ternura. A São José do futuro é uma mulher. Daquelas que a gente tem um orgulho imenso: bem resolvida, bem sucedida, que sabe escolher o que vai lhe tirar do prumo. O resto, ela mata no peito e segue o jogo. E acredite, não sou só eu que penso assim. A pesquisa do Ipplan (Instituto de Pesquisa e Planejamento) comprova: o desejo é coletivo. O mundo que vivemos construído por homens e para homens está mudando. Dizer que o futuro tem características femininas mostra que, demorou, mas finalmente um grande ciclo começa a se encerrar. Estamos desmontando cada uma das peças do patriarcado de outrora. E faremos todos uma cidade melhor, aliás, um mundo melhor. A revista que comemora os 251 anos de São José mostra que estamos seguindo exatamente esses passos. Na capa, estilistas da cidade dão vida a São José personificada. Nas reportagens internas, destacamos a cidade que estamos desenhando com suas obras, o resgate das artes plásticas e pessoas que decidiram sair de sua zona de conforto e colocaram a mão na massa em prol da coletividade. Inspirados na Copa do Mundo, encerrada no último dia 15, falamos sobre a seleção de profissionais-atletas essenciais no funcionamento da cidade; o Casemiro, jogador da Seleção Brasileira, que nos encheu de orgulho no Mundial; e a Copa das Favelas e Periferias, iniciativa que mostra para a garotada que sonhar com um futuro bacana não tem preço. Boa leitura!

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